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O Papa Francisco começou a exercer no ano de 2013 e continua a ser, até hoje, o mais admirado de todos os tempos, não só pelos fiéis, mas por todos. Neste texto iremos falar sobre o impacto causado por este Papa e sobre algumas mudanças que tem vindo a fazer, não só na religião, mas também no mundo.

De uma conversa que Francisco teve com o seu amigo Abraham Skorka, onde falou sobre diversos temas, nomeadamente religião, mulheres, idosos, a morte, entre outros, nasceu um livro chamado Sobre o Céu e a Terra, editado em Portugal pelo Clube do Autor. Da leitura desse livro, destaco alguns temas abordados pelo Papa que são verdadeiramente revolucionários, se olharmos para a História da Humanidade.

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Um dos temas comentados por este Papa é o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Francisco pensa que a Igreja tem direito a uma opinião sobre o assunto, mas não tem o direito de forçar a vida privada de ninguém. Afirma, ainda, que,  há 50 anos atrás, o concubinato não era socialmente aceite como hoje. No entanto, tudo mudou! Hoje coabitar antes de casar, embora não seja o correto do ponto de vista religioso, não tem um peso social negativo como acontecia há 50 anos atrás. Francisco acrescenta que sempre houve homossexuais. Simplesmente nunca na História se tinha procurado conceder a este fenómeno o mesmo estatuto que casamento.

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Um tema que pode suscitar alguma polémica é abordado também no livro. Francisco fala sobre a questão do aborto. Durante a conversa com o seu amigo, ele separa qualquer conceção religiosa do tema, referindo que o problema moral do aborto é de natureza pré-religiosa, porque, segundo Francisco, já se encontra lá um ser humano. Assim, Francisco opina que não deixar avançar o desenvolvimento de um ser que já tem todo um código  genético de um ser humano não é ético. Defende, ainda, que o direito à vida é o primeiro de todos os direitos humanos e que abortar é matar quem não se pode defender.

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Outro dos temas abordados no livro é a questão do divórcio. Sobre este tema Francisco refere que a igreja sempre repudiou a Lei de Divórcio Vincular, mas a verdade, segundo afirma o Papa, é que há antecedentes antropológicos. Francisco refere, ainda, que nos anos 80 existiu um debate religioso sobre este tema. Por último, Francisco afirma que hoje em dia a doutrina católica recorda aos seus fiéis divorciados e novamente casados que não foram excomungados e pede-lhes que se integrem na vida paroquial, salientando que as igrejas ortodoxas têm uma abertura maior em relação ao divórcio.

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O último tema que escolhi destacar neste artigo é a questão dos idosos vista pelos olhos de Francisco. A respeito deste tema, o seu amigo Skorka diz a seguinte frase: “Hoje a velhice é uma questão preocupante porque para a cultura atual são material descartável”. Ao ouvir as palavras do seu amigo, Francisco menciona  que em tempos se falava de opressores e oprimidos, mas que com o tempo se verificou que essa categorização não era abrangente e que era preciso acrescentar outra: a de incluídos e excluídos. Na sociedade atual existe o conceito de pessoas descartáveis, diz Francisco, e os idosos estão entre elas, pois são guardados no lar de idosos, como se guarda um sobretudo no guarda-fatos durante o verão. Francisco relembra-nos que o idoso é um transmissor da história, das lembranças, é a memória do povo, da pátria, da família, de uma cultura e de uma religião.  Francisco acaba este tema com a seguinte frase: “A amargura de um idoso é pior do que qualquer outra porque não tem retorno”.

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