À Conversa Com Susana Coelho

 

Olá a todos!!!  Sou a Susana Coelho, um ser de saltos de fé que segue em frente, sem ter a necessidade de ver o primeiro degrau da escada. Nasci no Porto, no ano em que todos gritavam Liberdade! Vivi alguns anos na Venezuela onde, aos 12 anos, aprendi a fazer o meu primeiro tabuleiro de “Uija”. Poucos sabem que esta é uma terra com uma tradição espírita bastante enraizada. Aprendi sobre velas, rituais, e muito mais, com crianças que, como eu, já traziam no sangue a tradição da família. Tenho um filho lindo, que considero um presente do universo e com quem todos os dias aprendo lições de amor e de perseverança.  Atualmente vivo na cidade de  Lisboa e sou terapeuta holística. Dou formação, trabalho com o baralho Petit Lenormand, Runas, Pêndulo, Tarot dos anjos, cura através da energia angélica na forma de penas dos anjos, dou aconselhamento espiritual e trabalho com pedras, ervas, velas, rituais antigos e benzeduras, algumas que me foram passadas pela palavra de quem as aprendeu com as avós. Acredito porém que, independentemente da terapia a que recorremos ou que aplicamos, tudo é energia e procuramos aquilo com o que mais nos identificamos. Não há melhor ou pior, somente aquela que vibra em consonância com nosso estado de evolução. Adoro escrever, falar, discordar e encontrar pontos em comum. Gosto de ler, de rir, de olhar para o universo e saber que ele habita em mim.

 

OteuBemEstar: Olá! Espero que estejas Bem porque hoje é dia de conversarmos um pouco sobre ti! Vamos começar? Primeira Pergunta que eu tenho para ti! Neste momento como te descreves, ou seja, Quem és tu?

Susana Coelho: Sou livre, destemida, filha desta Terra. Sei que é dentro de mim, não fora, que devo procurar as respostas às minhas perguntas. Sou aquela pessoa que acredita em sorrir a pessoas desconhecidas, porque muda o dia delas. Aquela que fala com desconhecidos no supermercado, porque acredito em trocas de energia e que uma palavra muda o mundo. Aquela que sente que temos tanto a dar como a receber. Sou naturalmente desapegada de coisas materiais mas apegada a amigos, abraços, sorrisos, conversas longas e profícuas, a noites a olhar o céu.  Sou vegetariana, tenho um profundo respeito por todas as formas de vida e, se virem alguém no meio da cidade a abraçar uma árvore ou a acariciar a terra…sou eu!! Dou o que tenho e recebo aquilo que me é dado. Sei que dar é um gesto que se faz sempre de olhos fechados e mãos abertas, que tudo tem um tempo certo e que, apesar de todos os meus saltos de fé, por vezes, simplesmente, temos que deixar fluir.

OteuBemEstar: Muito bem! Conta-me como foi a tua infância?

Susana Coelho: Eu digo sempre, entre risos, que morri antes de nascer, porque o médico disse à minha mãe que eu não respirava, ainda dentro do útero dela. Nasci pouco tempo depois, sem dar qualquer sinal, até que de repente comecei a gritar…e nunca mais me calei!  Embora tenha nascido no Porto, passei a maior parte da minha infância com as minhas avós, ou seja, cresci no campo a apanhar flores, a dormir em mantas em cima da terra, a ver as andorinhas chegar na primavera, os frutos a nascer nas arvores, a aprender a lida da terra, a ouvir histórias antigas de amor, religião, tradições, respeito, força e algumas até de medo. A minha avó materna foi sempre uma figura muito presente na minha vida, tanto que me lembro das histórias que ela me contava em miúda, dos colares de flores que me fazia e da forma como partilhava a minha infância, como se dela fosse também, e era…mesmo não estando presente fisicamente, carrego em mim tudo o que ela me ensinou. Foi na infância, que comecei a ter contacto com o lado espiritual, o qual se intensificou com a minha partida para a Venezuela. Tudo aquilo que à data eram medos ou curiosidades de criança, lá eram muito reais, tanto que, lembro-me perfeitamente a dado momento simplesmente tentar desligar, pois tudo era demasiado para alguém com tão pouca idade.

OteuBemEstar: O que mudarias na tua infância?
Susana Coelho:  Não vou dizer de forma alguma que a minha infância foi perfeita, que foi só sol e flores, porque nunca é assim. Mas não mudava uma única virgula pois sei que sou a soma de tudo o que fui e sou, de todos os medos, alegrias, injustiças, verdades, de todas as superações e mesmo dos momentos em que virei costas e desisti… porque sim, também desisti de algumas coisas e aprendi que quando algo nada nos acrescenta, podemos perfeitamente desistir e seguir em frente, e que nada de errado existe nisso. Por vezes é preciso mais coragem para desistir do que para lutar. Mas não, não mudava nada. A minha infância é o meu pilar, a minha fundação!

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OteuBemEstar: Quando é que descobriste o teu “Dom”?
Susana Coelho: Devo salientar que aquilo a que as pessoas chamam “Dom”, é para mim unicamente a escolha de um caminho. O universo, a luz divina, Deus, a vida, está presente em todos nós. Não sou de forma alguma um ser “especial”, sou só alguém que primeiro acredita e depois vê. Isto sempre fez parte de mim. Sempre senti a natureza como fazendo parte dela, sempre senti que existia muito mais do que aquilo que era visível e sempre me deixei “Guiar”.  O meu percurso teve altos e baixos. Tive períodos de muita fé e outros em que até em mim me custava acreditar. Tive momentos de revolta, alguns comigo, outros com o que me rodeava. Sou uma pessoa de fé e equilibrada, tendo tido inúmeros momentos em que senti que caminhava sozinha. E a verdade é que o fazia, pois assim o escolhi. Foi em todos esses momentos, os bons e os menos bons, que em mim batia cada vez mais intensamente a vontade de perceber tudo o que me rodeava de forma mais profunda, de ser mais do que ter, e claro, não posso negar que a minha visão e a minha energia eram diferentes. Se me perguntarem, tal como diz a questão, em que momento aconteceu o “despertar” / escolha, eu diria que foi no momento em que o universo começou a colocar no meu caminho pessoas que, de alguma forma precisavam de ajuda, e encontravam em mim aquilo que precisavam. Comecei a ouvir frases como “Fico tão leve ao conversar contigo” ou “Agora percebo porque as coisas acontecem assim”, “obrigado, agora sei que devo seguir em frente”. Sempre gostei de colocar um sorriso no rosto dos outros e percebi que assim era possível e, melhor que isso, era o facto das pessoas saírem de perto de mim a sorrir, fazendo o mesmo à posteriori, ajudando outras…e tudo à volta delas e à minha volta começou a mudar.

 OteuBemEstar: Qual é a terapia com que mais te identificas?

Susana Coelho: Não poderia escolher uma, até porque todas trabalham a energia de forma diferente, e a diversidade de terapias que existe, permite que chegue a pessoas com diferentes vibrações, com diferentes formas de estar e de ver o mundo.  Também me questionei muitas vezes o porquê de tantas terapias diferentes, quando tudo é energia. Depois percebi que a energia não se manifesta de forma igual em todos.
Adoro o Reiki. Fazer a Reconexão mudou a minha vida, o baralho Petit Lenormamd é a minha ferramenta de eleição e o pêndulo vai comigo para todos lados. Falo com as árvores, com os animais, com os anjos, com o universo e mesmo com os outros seres que habitam este universo, e sei, que a diversidade de formas em que a energia se manifesta é devido à grande diversidade de seres existentes.

 OteuBemEstar: Quais são os teus objetivos nessa Terapia?
Susana Coelho:  O meu objetivo, em qualquer terapia que use, é primariamente o bem-estar de quem me procura. Que saiam de cada sessão mais leves, mais seguras, mais confiantes.  Sempre que alguém termina uma consulta ou uma sessão com um sorriso e, posteriormente me diz que está melhor, que sente mais livre, que olha as coisas de uma outra forma, que aprendeu a procurar em si as respostas, sei que estou no caminho certo, até porque acredito em ensinar a cultivar mais do que em matar a fome a alguém. Quando damos um pedaço de pão alimentamos por um dia… mas se dermos a semente e o “manual” do cultivo, estamos a alimentar para toda a vida.

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OteuBemEstar: Deixaste de fazer algo para desenvolveres essa terapia?

Susana Coelho: Não, de forma alguma. É verdade que pelo caminho vamos largando algumas coisas, mas são coisas que já não nos fazem falta, como se fossem uns sapatos que já não nos servem.

OteuBemEstar: Tens alguma expectativa ou planos futuros para divulgar esta terapia?

Susana Coelho: Sim, isto é a minha vida e, embora olhe para mim como alguém que aprendeu a viver no presente, também sei que preciso de movimento, de sonhos e de planos. Estou neste momento a trabalhar num baralho de minha autoria, num livro, e a tentar perceber novas formas de levar até às pessoas esta maravilhosa forma de estar na vida.

OteuBemEstar: Completa a frase “Quando eu morrer…”

Susana Coelho: Chegou o meu tempo de ir, de iniciar mais uma viagem maravilhosa… não chorem, sorriam!

OteuBemEstar: A morte assusta-te?

Susana Coelho: Não. Não morremos, simplesmente fazemos uma passagem para outra “plataforma”. Um dia, o meu sobrinho com 8 anos perguntou-me o que era a morte e eu expliquei que a vida era como um jogo em que vamos mudando de nível. Por vezes tínhamos de repetir o mesmo nível mais do que uma vez e a morte seria isso, mudar de nível. Ele percebeu perfeitamente e disse algo que nunca vou esquecer…”Então no fim do jogo vamos estar todos juntos, por isso não é preciso estarmos tristes”

OteuBemEstar: Acreditas na vida para além da Morte?

Susana Coelho: Sim, sempre acreditei. Mas depois de fazer regressão a vidas passadas, passei a ter uma outra visão sobre tudo isto.

OteuBemEstar: Um momento marcante na tua vida?

Susana Coelho:  No dia em que percebi que é possível mudar o mundo. Que um sorriso e uma palavra amiga podem salvar uma vida. Quando entendi que o amor é algo tão grandioso que abre caminho para a luz através da mais densa e cerrada escuridão.

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OteuBemEstar: Qual foi o momento mais surpreendente que viveste?

Susana Coelho: O dia em que ouvi e vi o coração do meu filho a bater dentro de mim… ainda me emociono quando falo disso. Fez-me perceber o que é o dom da vida.

OteuBemEstar: Se pudesses visitar qualquer lugar no mundo onde irias e porquê?

Susana Coelho: É quase impossível escolher um lugar, esta é a pergunta mais difícil que fizeste até aqui, por isso vou dizer que o primeiro lugar onde quero ir é definitivamente à India.

OteuBemEstar: Vamos agora jogar a um Jogo que é o “Se eu fosse…” e tu irás apenas responder o que eras e justificar. Pode ser?

Susana Coelho: Claro

OteuBemEstar: Se eu fosse uma frase…
Susana Coelho: Seria certamente “Seja a mudança que você quer ver no mundo”. Acredito em liderar pelo exemplo.

OteuBemEstar: Se eu fosse um livro…
Susana Coelho: Seria “ A Cabana”. Este livro chegou à minha vida quando ninguém falava dele, mas mudou a minha vida, pois trouxe respostas as muitas questões que tinha. Os livros são uma coisa maravilhosa porque falam de forma diferente com cada pessoa que os lê.

OteuBemEstar: Se eu fosse um filme…
Susana Coelho: “A Casa do Lago”… o amor desconhece barreiras de tempo ou espaço.
OteuBemEstar: Vamos continuar e finalizar a nossa conversa. Conta-me qual é a tua maior qualidade?

Susana Coelho: Conseguir ver em tudo algo de positivo. Aprendi, algumas vezes a muito custo, que mesmo na pior das situações, tudo depende da forma como encaramos as coisas. É importante não permitir que pensamentos negativos nos moldem a mente, que nos levem à tristeza ou a abandonar quem somos. Nem sempre é fácil, mas existe algo de positivo em todos as situações.

OteuBemEstar: O que é mais gratificante Ajudar ou Ser ajudado?

Susana Coelho: Existem situações em que pensamos que estamos a dar algo e é exatamente o contrário, estamos a receber muito mais. Dar e receber, na minha opinião, caminham lado a lado, por isso são ambas gratificantes.

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OteuBemEstar: Qual é o teu Lema de vida e porquê?

Susana Coelho: “Eu Sou!”. Porque a partir desta pequena frase tudo é possível.

 

OteuBemEstar: Que conselho darias às pessoas que te consultam e a todas as pessoas em geral?

Susana Coelho:  Não é propriamente um conselho que daria, é um conselho que dou. Digo sempre a todas as pessoas que passam pela minha vida, que elas são a união perfeita entre o divino e a matéria, que não existem erros ou defeitos, que é importante que se amem e que se respeitem, porque são uma parte importante do todo.

OteuBemEstar: Por fim chegámos à tua última pergunta. Achas que com esta conversa conseguimos conhecer mais um pouco de ti e do teu mundo?

Susana Coelho: Definitivamente sim. Só tenho a agradecer-te porque foi algo muito gratificamente este momento em me permitiste falar de mim, do que faço e da minha visão das coisas. Como é óbvio, nada acontece por acaso e são “não-acasos” como este que nos levam, por vezes, a olhar para nós próprios e a perceber o quanto também vamos aprendendo e mudando ao longo do caminho. Espero que tenhas gostado, tanto quanto eu, deste momento.
Grata!

 

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