A Visão da Clarice

Ainda não dormi. Ainda não escrevi. Ainda aqui ando, ainda tenho pensamentos em modo de espera para hoje, e o meu corpo ainda não está tão cansado assim. Nenhum dos dois ainda se rendeu. Ainda assim, sinto-me bem.

Excedo-me em mim. Excedo-me para mim. Há sempre mais e posso sempre mais, não é só a procura, a curiosidade ou a força,e sempre foi assim. Lembro-me quando pequena numa apanha da azeitona,os meus familiares andarem a minha procura. Eu fugi e subi numa árvore e fiquei lá. Eu queria ficar ali a morar. Eu queria que todos fossem embora.

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Provavelmente apanhei quando fui descoberta, não me lembro dessa parte.Mas lembro me da casa que não cheguei a fazer, e dos caminhos que não andei. Encontro várias árvores nesta vida, subo em todas as que acredito, sem pensar muito se vou apanhar. Ainda hoje não penso,ainda hoje vou apanhando.

O depois nunca me interessou mais do que o agora. Ainda tentei deixar os excessos de mim quietos, mas assim também deixava de acreditar, e se deixar de acreditar, deixo de conseguir.

Ainda não dormi. Já escrevi. Ainda aqui ando. Excedo-me mas não me rendo. Aceito-me e melhoro!


Grata de coração
Clarice

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