The woman I left behind

Meus amigos, cá estamos nós, novamente, para a nossa rubrica. Espero que a vossa semana tenha sido muito boa, pois a minha foi passada a ler.

A rubrica desta semana é mais uma vez sobre um livro de Jojo Moyes. (Admito que há algo que nos prende desde a primeira à última palavra).

Neste caso particular, vou-vos falar sobre o livro O Olhar de Sofia (The woman I left behind). Escolhi este livro, porque a ação principal se desenrola durante a I Guerra Mundial. Para além de ler, gosto muito de História. Na minha humilde opinião, um povo sem história é um povo sem alma.

Para vos contextualizar, Sofia era dona de uma beleza única cujo retrato fora imortalizado pelo seu adorado marido, um pintor excêntrico para o seu tempo.

Sofia e a sua família eram donos de uma estalagem, sita numa pequena vila francesa, que foi tomada pelos alemães. Essa estalagem fora “confiscada” pelo Herr Komandant para que os seus homens pudessem ter uma refeição caseira, pelo menos uma vez por dia. Escusado será dizer que o Herr Komandant se apaixonou pelo quadro de Sofia.

A certo ponto da história, o quadro de Sofia desaparece, reaparecendo mais tarde, no século XXI, na posse de um casal que o comprou quando se encontrava em lua de mel.

Este quadro vai gerar um processo de disputa que terá um desfecho imprevisível. Não vos vou contar. Vou deixar-vos que leiam o livro!

Convém relembrar que durante a ocupação nazi, para além das habituais pilhagens de bens, os homens eram enviados para campos para trabalharem até à exaustão. O marido de Sofia sofreu esse destino e Sofia nunca perdeu a esperança de se reencontrarem, nem que para isso tivesse que fazer algo que fosse contra os seus princípios.

Agora pergunto-vos: Alguma vez tiveram que fazer algo que fosse contra os vossos princípios, no intuito de salvar ou ajudar alguém que vos é querido?

Pessoalmente, já tomei decisões menos acertadas, das quais me arrependi, mas nada que me pudesse envergonhar. Contudo, ao ler a história de Sofia, consegui perceber por que o fez.

Agora pensem: Quantas vezes não tivemos que deixar algo para trás? Algo que era muito importante, mas que, por forças das circunstâncias, fôramos obrigados a abandonar?

Visualizem algo que vos tenha sido oferecido e que de um valor incalculável, quer seja sentimental quer seja monetário. Seriam capazes de abandonar o vosso pertence, assim do nada?

Admito que para mim ia ser muito complicado, porque sou muito apegada às minhas coisas. Sempre tive pouco e o pouco que tive sempre estimei. Sabia perfeitamente o sacrifício que tinha sido feito por parte dos meus pais.

Mais uma vez, fico a aguardar pelos vossos comentários.

Leiam muito e não se esqueçam de voar ….

Abraços & Beijos

TCR

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