O Zahir

Olá, meus amigos, e chegou mais uma terça feira, o dia da nossa rubrica. Espero que a vossa semana tinha sido tão boa quanto a minha.

Hoje vou falar-vos de outro livro de Paulo Coelho que li durante a minha adolescência. Vou falar-vos de O Zahir.

Este livro conta-nos a história de um escritor de sucesso que tem uma vida extremamente confortável e com um casamento estável. Pode-se dizer que é um homem satisfeito. Até que, de um dia para o outro, Esther, a sua esposa, sai de casa, sem deixar rasto. Este acontecimento leva-o a repensar toda a sua vida, inclusive aquilo que julgava ter por adquirido. Aos pouco, a necessidade de compreender o que levou Esther a tomar essa decisão começa a consumi-lo de tal modo que se transforma numa obsessão. Uma obsessão que o leva a partir numa viagem para a reencontrar. Mal sabia ele, que nessa viagem se ia reencontrar com a sua essência…

Quanto de nós damos por garantido o que temos ao nosso dispor? Refiro-me não só ao nosso companheiro/a, mas também ao resto que nos circunda.

Uma das nossas piores qualidades é só agirmos depois de acontecer. Nunca pensamos que, de um momento para o outro, podemos perder o que possuímos. E, por vezes, perdemos devido a uma infantilidade ou até mesmo devido ao nosso ego.

Uma das lições que retive deste livro é que nunca podemos possuir nada, verdadeiramente, porque se possuirmos, esquecemos rapidamente do tempo que isso nos levou a conquistar. Depois de conquistada, temos tendência de por a um canto e só de lá retiramos quando nos apetecer de novo ter.

Agora, pergunto-vos: Como é que se perde uma coisa que nunca foi inteiramente nossa?

A resposta é muito simples. Perdemos porque não lhe demos o devido valor, porque sempre a demos como garantida.

Pois, agora vos digo que nada pode ser dado por garantia. Tem de existir uma constante procura para que não haja perdas.

Quanto de vós perderam aquilo que davam por garantido?

Termino a rubrica de hoje com a frase que se encontra na contracapa do livro:

«…tive de a perder para entender que o sabor das coisas recuperadas é o mel mais doce que podemos experimentar.»

Como sempre, vou querer saber a vossa opinião e ler os vossos comentários.

Até para a semana,

TCR 

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