Marley & eu

Olá, meus amigos, chegou mais uma terça feira, o dia da nossa rubrica.

Hoje decidi trazer-vos o livro Marley & eu, de John Groban. Este livro foi adaptado ao grande ecrã, em que os papéis principais foram interpretados por Owen Wilson e Jennifer Aniston.

O livro conta-nos a história de um casal recém-casado, John e Jenny, que decide adotar um cão, como uma espécie de teste para ver se são capazes de serem bons pais. De uma ninhada de labradores amarelos, escolhem adotar Marley, que desde o primeiro dia se revela um cão incorrigível. À medida que vai crescendo, vai aumentando também o seu rasto de destruição.

Um dia, Jenny engravida, mas acaba por perder a criança durante o primeiro trimestre. Para esquecer esse aborto espontâneo, John e Jenny partem em uma segunda lua de mel, deixando Marley com uma jovem amiga. Quando regressam, meses depois Jenny descobre que está novamente grávida, gravidez que leva até ao fim e nasce o Patrick. Após o nascimento de Connor, segundo filho, Jenny decide desistir do seu trabalho, para se tornar numa mãe a tempo inteiro. Contudo, dá-se um aumento da criminalidade no bairro deles e eles decidem-se mudar para um bairro mais tranquilo.

John atinge os quarenta anos e chega à conclusão de que se encontra insatisfeito com o seu trabalho, decidindo mudar de emprego e consequentemente de casa.

Marley deixara de ser um cão jovem e começa a mostrar sinais de envelhecimento, entre eles um problema gástrico que acaba por ser fatal para o animal. Após ter tentado todas as alternativas, John vê-se obrigado a deixar ir Marley, como forma de aliviar o sofrimento dele.

Ainda hoje me lembro o quanto que eu chorei quando li este final. Na altura, lembro-me de ter o meu Rex junto a mim e de quanto o abracei, Ainda me lembro de ter pedido a Deus que não me fizesse passar por uma situação destas.

Há coisas que não podemos pedir. Mal sabia eu que anos mais tarde me ia deparar com uma situação idêntica. O meu Rex, com quase dezassete anos, adoece com um problema nos rins. Tentei tudo o que estava ao meu alcance. Comprei ração apropriada e apliquei o tratamento, escrupulosamente. Contudo, já não havia muito a fazer. Deixou de comer, de andar e consequentemente de tomar a medicação. Tinha duas soluções à minha frente: administrar-lhe elevadas doses de morfina para atenuar-lhe as dores ou deixá-lo ir. Como não queria prolongar o seu sofrimento, optei pela última e só eu sei o quanto isso me custou. Foi o pior dia da minha vida! Volvidos quase três anos da sua partida, ainda me culpo da decisão que tomei, apesar de ter consciência que foi o melhor para ele. Posso dizer-vos que fiquei ao lado dele, durante todo o processo. Não fui capaz de o abandonar. Foi-me fiel durante dezassete anos, e, como tal, não o podia deixar partir sozinho.

Dedico a rubrica de hoje ao meu adorado Rex (01/09/2000 – 03/02/2017).

Até para a semana,

TCR

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