Escrever, Transformar & Ser Vol.2 Cap.VI

Em muitos momentos da nossa vida questionamo-nos sobre o percurso que queremos seguir e, em especial, questionamos se somos capazes de o viver, tendo em conta quem somos, o que queremos e, em muitos casos, duvidamos da nossa confiança, resistência e perseverança. Há momentos em que desistimos dos nossos sonhos, dos nossos planos por acharmos que não temos o suficiente para seguir em frente, que não somos o suficiente, porém em outros momentos lutamos com todas as nossas forças por aquilo que queremos.

Antes de apresentar alguns exercícios de Escrita Terapêutica que possam ajudar a mediar este processo reflexivo, gostaria que cada um de vós pensasse seriamente sobre estas questões “O que me faz lutar pelo que quero viver?”, “O que me faz desistir do que quero viver?”. Durante esta reflexão, podem ir a anotando algumas ideias, conceitos, emoções, sentimentos que possam surgir livremente, sem qualquer juízos de valor, sem racionalizar em demasia a vossa reflexão.

O primeiro passo, utilizando a escrita terapêutica e tendo em conta as anotações que foram criadas aquando as reflexões sobre as duas questões colocadas, é a criação da Lista de Forças, onde se irá enumerar quais as nossas maiores forças, ou seja, o que nos faz lutar, o que nos faz querer ir mais longe, sendo que estas mesmas forças deverão ser aquelas que dependem unicamente de nós mesmos. Certamente algumas pessoas terão alguma facilidade em preencher esta lista e outras poderão ter mais dificuldade em reconhecer as suas forças interiores, tendo sempre em conta as mais diversas experiências e vivências onde utilizaram ou não as suas forças pessoais. Em todo e qualquer momento não hesitem em colocar os nomes que vos vão surgindo, sem pensar em demasia nos mesmos, mas sim nas emoções que sentem ao pensar nesses mesmos nomes.

De seguida, de modo a conseguirmos compreender o porquê de termos desistido dos nossos sonhos e objetivos em alguns momentos da nossa vida, vamos criar a Lista de Fraquezas, onde vamos anotar aquilo que consideramos ser as nossas fraquezas ou os nossos pontos fracos, que nos levam ou levaram a duvidar de nós mesmos e a desistir dos nossos sonhos e objetivos. Ao preencher esta lista permitam que as emoções fluam sem racionalizar as vossas respostas e percebendo o porquê de existirem fatores internos e externos que não permitam que lutem pelos vossos sonhos, que continuem a impedir o caminhar do vosso próprio percurso. 

Tendo em consta a Lista de Forças e a Lista de Fraquezas, podemos avançar para a elaboração da Carta da Força ou seja, a escrita de uma carta onde conversamos connosco mesmos e descrevemos o que nos faz verdadeiramente fortes, o que nos lutar pelo que queremos, os momentos em que nos sentimos mais fortalecidos e que lutámos pelo que queremos, porém tendo em conta que este é um exercício pessoal e individual, isto é, nesta carta devemos descrever o que nós fazemos por nós mesmos para reconhecer as nossas forças pessoais, para valorizarmos as conquistas da nossa vida, de modo a nos inspirarmos para as próximas experiências.

Para escrever a Carta da Força, podemos começar a elaborar a carta da seguinte forma: “Eu reconheço que fui forte quando vivi/senti/fiz/disse (…) (identificamos a situação, vivência), pois fui capaz de (…), o que me permitiu (…), por isso consigo reconhecer as minhas forças pessoais, o que me irá ajudar a (…).  

Da mesma forma podemos elaborar a Carta da Fraqueza, não por nos sentirmos fracos, mas para percebermos porque desistimos de algo na nossa Vida. Nesta carta devemos descrever o que nós não fazemos ou deixámos de fazer, para reconhecer as nossas fraquezas, para podermos perceber o que podemos mudar, de modo a transformar essas mesmas fraquezas em forças e a deixarmos de desistir de algo que queremos viver.

Para escrever a Carta da Fraqueza, podemos começar a elaborar a carta da seguinte forma: “Eu reconheço que me senti fraco quando vivi/senti/fiz/disse (…) (identificamos a situação, vivência), pois não fui capaz de (…), o que não me permitiu (…), por isso consigo reconhecer as minhas fraquezas pessoais, o que me irá ajudar a (…).  

A elaboração destas duas listas e destas cartas são muito importantes para percebermos podemos viver aquilo que queremos viver, quando temos um maior conhecimento do que nos faz sentir mais ou menos fortes e do que nos faz lutar para vencer.

Por isso, caros leitores, espero que com estes exercícios possam se sentir apoiados no vosso percurso de força e de vida.


Ricardo Fonseca

www.semearemocoes.com

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