50 Sombras de Grey

Meus amigos, cá nos encontramos, uma vez mais, para a nossa rubrica.  Hoje decidi-vos falar de uma trilogia de livros que ficou mundialmente conhecida, sendo mais tarde adaptada ao grande ecrã. Estou a referir-me às 50 sombras de Grey, de E.L. James.

Penso que todos concordarão comigo quando disser que quando saiu o primeiro livro, intitulado 50 Sombras, que todo o mundo parou, porque nunca se tinha falado tão aberta e detalhadamente sobre o mundo do masoquismo e das técnicas associadas a este “estilo de vida”. Ainda me lembro do que senti quando li os pormenores do célebre contrato. Jesus que se me apaga a luz! Mais tarde saíram os dois últimos livros que compõem a trilogia, nomeadamente as 50 Sombras Mais Negras e as 50 Sombras Livre.

Pode-se afirmar que esta trilogia veio agitar o quotidiano de muitos casais, cujos casamentos ou relações já tinham caído na monotonia. Deu aquele twist que a relação precisava para sair da monotonia e ganhar um novo fôlego.

Debaixo de toda aquela parafernália de itens guardados no Quarto Vermelho da Paixão, que ou nos encanta ou nos retraí, nasce uma história de amor entre o magnânimo Cristian Grey e a frágil e doce Anastasia Steele.

Digamos que a autora decidiu contar uma história de amor, de um modo invulgar. Quando lemos romances, a história dos amantes é quase descrita como um conto de fadas. Nunca em tempo algum ouvíramos uma história de amor contada sob estes moldes. Aliás, se contarmos todas as vezes que ela foi “castigada” no célebre Quarto Vermelho da Paixão, diríamos que a aquela relação é tudo menos de amor.

Mas o mais curioso de toda a obra é vermos a nossa personagem feminina, a frágil Anastasia, a sair de uma posição de Submissa e a assumir claramente a posição de Dominadora, pois ela consegue dominar por completo o experiente Cristian, de tal modo que ele se apaixona perdidamente por ela. Pela primeira vez na sua vida, sente o que é amar alguém, em todas as suas aceções.

E é esse amor que o acaba por o transformar. Deixa de ter a sua alma dividia em cinquenta sombras e passa a ver o mundo pelos olhos da Anastasia, ou seja, de um modo mais colorido e sereno. A sua alma atinge a tão pretendida paz interior.

Agora, pergunto-vos: Alguma vez se transformaram por amor? Mudaram toda a vossa essência por amor? Quando fizerem essa pergunta a vós mesmos, esqueçam o mundo em que este amor decorre. Pensem única e exclusivamente na vossa vida e no vosso mundo. E se o fizerem, valeu a pena, ou arrependeram-se no mesmo momento?

Pessoalmente, posso dizer-vos que já tentei mudar alguns aspetos em mim por amor. Pelo menos, pensava que estava apaixonada, mas depois concluí que não estava, porque aquela relação fazia-me mais mal que bem. E quando isso acontece, a única solução que temos à nossa frente é desistir. Entendam esta desistência como uma auto-preservação, porque quem me conhece sabe que odeio desistir. Contudo, tive de pensar em mim e no caminho que aquela relação estava a ter. E posso dizer-vos que foi o melhor que fiz, pois ganhei uma nova “vida” e um novo fôlego.

Como sempre, vou querer saber a vossa opinião e ler os vossos comentários.

Até para a semana,

TCR

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