Só Nós Dois

Olá, meus amigos, bem-vindos a mais uma terça feira. O livro selecionado para hoje é o Só Nós Dois, de Nicolas Sparks.

Este livro conta-nos a história de Russel Green que tem trinta e dois anos, uma carreira de sucesso, casado com Vivan e pai da encantadora London. Mas de um momento para o outro, esta vida de sonho sofre uma viravolta. Russ, saturado do modo como o seu patrão o tratava, despede-se e cria a sua própria empresa de publicidade. As coisas não correm logo de feição, o que não agrada a Vivan que estava habituada a gastar o dinheiro como bem lhe entendia.

Esta decisão de Russ acaba por alterar a vida do casal, ao ponto que Vivan decide voltar a trabalhar. Inicialmente, Russ fica relutante, sobretudo em relação a London. Quem ficaria a tomar conta dela? Escusado será dizer que nascerá uma grande cumplicidade entre pai e filha.

Contudo, o inesperado acontece. Vivian apaixona-se pelo seu patrão e decide sair de casa e mudar-se para Atlanta, local para onde o seu patrão mudara a sede da empresa.

Como era expetável, Russ entra numa espiral de sentimentos. A pequena London desconhecera o que havia acontecido entre os pais. Enquanto London, estava na aula de expressão plástica, acompanhada pela mãe, Russ decide ir a um café, onde encontra mãe do melhor amigo da sua filha que, por força do destino, era a sua ex-namorada, Emily. Durante uns três horas, Russ desabafa com ela, pois ela também passara por uma situação idêntica com o seu ex-marido. Russ começa a pensar no passado e pede desculpas à Emily por a ter traído. O amor voltava a bater, de novo, à sua porta. Tal como acontecera com Vivan, não se sentia preparado para enfrentar o mesmo.

No fim da noite de domingo, antes do regresso de Vivan a Atlanta, Vivian e Russ falam com a pequena London, dizendo-lhe que, por motivos profissionais, a mãe terá que passar mais tempo em Atlanta. A pequena London aceita, ainda que contrariada.

Russ tem de passar a ser mãe e pai da pequena London, o que será uma verdadeira tarefa herculana. Contudo, apesar de toda a dificuldade inerente, Russel aperceber-se-á também que esta será a tarefa mais gratificante da sua vida.

Quando a empresa de Russ parece, finalmente, arrancar, Russ recebe a pior noticia da sua vida. A sua irmã e melhor amiga Marge tem cancro, em estádio terminal.  O mundo de Russ desabafa, pela segunda vez. Marge encara bem, dentro dos possíveis, a sua “morte”, fazendo com que todos os que estão ao seu lado aproveitem da melhor maneira o tempo que ainda lhe resta.

Aos poucos, Marge foi-se despedindo das pessoas à sua volta, inclusive London, Emily e Vivian. Marge sempre tivera um papel fundamental na vida de Russ. À Emily pediu que apoiasse e amasse Russ, indecentemente de tudo; à Vivian pediu que deixasse Russ fazer parte da vida de London, pois ele era um pai fantástico e não devia estar privada dele. À pequena London que continuasse a ser a luz do seu pai. Não chegamos a perceber os pedidos, mas pelo desenrolar da história, percebemos que terão sido semelhantes a estes.

Marge acaba por falecer, e a sua morte acabou por ter um sentido, sentido esse que passo a explicar. A empresa de Russ cresceu ao ponto de conseguir criar sucursais, sendo um delas em Atlanta, o que o fez se mudar de malas e bagagens para que a sua filha estivesse mais tempo com a mãe (isto sim é ser pai, ou seja, colocar o bem-estar do filho à frente de tudo); Emily acabou por colocar a sua casa à venda e mudou-se juntamente com Bondhi, melhor amigo de London, para perto de Russ e finalmente foram felizes. Vivian percebeu que não podia privar a sua filha do seu pai e acabou por ser mais benevolente no acordo de separação.

Apesar de Russ ter perdido uma parte de si, recuperou uma, ou seja, recuperou o amor por Emily e manteve outra, manteve a sua London, a sua melhor versão. Tal como Russ afirma no fim da história “ (…) sobrevivi a este ano porque consegui avançar lado a lado com as pessoas que mais amava e, embora não diga nada a ninguém, agora ainda há momentos em que sinto a Marge a caminhar ao meu lado. (…) É este o meu segredo. Ou, antes, o nosso segredo, e penso que tive sorte porque ninguém deve ser obrigado a passar pela vida sozinho.”

Deixo-vos a refletir sobre esta frase final, que, na minha opinião, vai ao encontro com o título. Este Só Nós Dois refere-se ao companheirismo entre irmãos e como esse nos acompanha durante toda a nossa vida!

Até para a semana …

TCR

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