Liberdade em tempos de Pandemia

A 25 de abril de 1974, Portugal renasceu de novo, sob a batuta de Salgueiro Maia que nos conduziu a um mundo melhor, a um mundo democrático, onde jamais voltaríamos a estar privados dos nossos direitos enquanto cidadãos e homens livres.

A 19 de março de 2020 foi decretado o primeiro estado de emergência (já estamos no terceiro), devido aos efeitos do Covid-19, vírus pandémico que, um pouco por todo o mundo, deixa um rasto de destruição. O número de mortes ascende os cento e dez mil.

Há quem diga que foi um apelo da natureza para que a deixemos de poluir, há quem diga que foi um aviso dos céus para que ponderemos as nossas atitudes, doravante. Independentemente das nossas crenças, uma coisa é certa. Esse vírus mexeu com direitos e deveres que tinham sido conquistados em 1974 e tornados oficiais com a Constituição de 1976. Um deles foi a nossa liberdade. Apesar de o Estado não ter decretado quarentena obrigatória, estamos privados de conviver, de circular livremente e, em alguns casos, privados de trabalhar, de onde vem o nosso sustento. Temos de evitar zonas com grandes aglomerados e só podemos sair para adquirir bens e serviços necessários para a nossa sobrevivência. Temos passado por dias muito complicados, a nível psicológico e até a nível emocional, pois as notícias diárias do número de infetados e mortos são devastadoras. Itália, Espanha, Reino Unido e França estão a ser completamente disseminados por este vírus que surgiu, pela primeira vez, numa província chinesa chamada Wuhan.

Quando ouvia o meu pai a contar as históricas do regime fascista, nunca eu pensei, volvidos quarenta e seis anos, que ia ser privada da minha liberdade, em prol de algo maior: a minha própria sobrevivência!

Isto só nos ensina a não tomar nada por garantido. Num piscar de olhos, podemos perder algo que tomávamos como garantido.

Se calhar, este vírus aconteceu por um motivo, o de nos fazer repensar as nossas atitudes e, quiçá, de mudarmos hábitos que estavam tão erroneamente enraizados.

Portugal e o mundo estão a passar pela III Guerra Mundial. Não precisamos de armas para causar uma destruição maciça. Bastou um simples vírus para nos mostrar a nossa insignificância e para nos privar de viver, livremente.

 Acredito que, apesar de tudo, Vamos Ficar Todos Bem! Os nossos gestos e atitudes mudarão, porque a vida não pode continuar como estava, visto que ninguém esquecerá tão cedo o medo, o terror e o pavor que este vírus trouxe.

Mudem as vossas atitudes e aprendam com o presente para que seja possível termos um Futuro!

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TCR

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