Escrever, Transformar & Ser Vol.2 Cap.XXII

Todas as manifestações de arte são tão simplesmente maneiras que o indivíduo tem de se manifestar, de expressar os seus sentimentos, emoções, de representar momentos, sonhos, pesadelos e através da magia da pintura, da escultura, da escrita, da dança entre outras formas o seu intuito é representar-se a si mesmo. Através da representação da sua personalidade o artista lança o repto para os observadores de se lançarem na demanda de interpretar, de analisar aquilo que é uma Vida.

Todos nós somos artistas mesmo que não exerçamos nenhuma forma de arte nem tenhamos as competências para tal, pois somos os mestres na grande arte de Viver! A Vida é suprema obra de arte que aperfeiçoamos dia a dia, onde em traços finos delineamos os contornos do nosso Ser.

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Alguns de vós podem estar a questionar-se sobre a vossa vida, pensando que grandes mestres que são mediante as vivências que têm experienciado, outros podem estar a sorrir pelos grandes feitos que viveram e outros indiferentes à questão da arte nem se apercebem que em cada passo que firmam estão a ser artistas.

Sim, todos temos momentos menos positivos, vivemos o sofrimento, a dor, a angústia e mesmo nesses instantes onde nos consideramos perdidos, sem conseguir visualizar o horizonte que tanto queremos e estamos a criar obras de arte em nós mesmos. Nesses momentos mais tenebrosos, tornamo-nos pintores munidos de uma paleta colorida e criamos novas imagens de nós mesmos, reorganizamos a tela da nossa Vida colorindo em novas nuances de cores o cinzento que domina a pintura do nosso Ser.

Somos escultores de cinzel na mão prontos a limar as arestas da peça imperfeita, a eliminar aquilo que não precisamos e não acrescenta nada em nossas vidas. Compreendemos que a mais bela escultura precisa de tempo para ser aperfeiçoada e nós, caros leitores, precisamos de percorrer um longo caminho para erguermos no pedestal a manifestação do nossos ser como se tratasse da mais bela estátua alguma vez erguida e contemplada.

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A dança na qual enveredamos em cada escolha pessoal, torna-se mágica e distinta no ritmo, na companhia, na forma como a orientamos ou somos conduzidos. Não existe a melodia perfeita, não existe o par perfeito e há sempre alturas em que perdemos o controlo dos pés, pisamos, somos pisados, flutuamos, fazemos flutuar. Cada nota que ouvimos integra-se no nosso ser e cria uma vibração melodiosa que percorrer cada célula corporal e nos impele a ganhar o ritmo e dançar de braços abertos, a apreciar a Vida nos bons e maus momentos, a permitir que em cada compasso haja um novo vibrato de alegria e conquista.

Viver é a suprema manifestação artística de cada indivíduo. É a possibilidade de escolhermos o nosso caminho, o nosso tom, a nossa cor, a nossa matéria-prima e todas as ferramentas que permitam fazer arte do nosso respirar e palpitar. Podemos ser tudo aquilo que almejamos sem que haja limites ou fronteiras, sendo os críticos de nós mesmos e assim aperfeiçoarmos a nossa forma de estar em cada momento de transformação e crescimento pessoal.

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Como escritor, sou um artista! Através das palavras, da expressão dos meus sentimentos e pensamentos, construo histórias, relato passagens, sonhos, desejos, sofrimentos e torno-me o molde de mim mesmo, aquele que pode ser trabalhado sempre que assim o desejar.

Já pensaram no artista que são e no tipo de arte que querem desenvolver em vós mesmos e com os outros?

Se pensaram nas respostas a estas duas perguntas, o que vos prende e impede de se tornarem arte? O que vos impede de viver? De se reconhecerem como artistas, por mais simples que sejam os vossos atos, os vossos sentimentos?

A arte é celebrada nesta edição como forma de manifestação de quem somos independentemente do caminho escolhido e percorrido para nos conhecermos e mostrarmos ao mundo. A arte mais nobre é expressar com toda a veracidade e genuinamente quem somos e apreciarmos a Vida nas suas vertentes que nos presenteiam em cada dia, em cada amanhecer.

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Segundo Nietzsche “ Temos a arte para não morrer de Verdade!” e nesta simples expressão podemos verificar transformando a nossa Vida, imortalizando-a artisticamente jamais morremos de verdade e permaneceremos no coração de todos aqueles que contemplaram a nossa forma genuína e artística de Viver.

Por isso, caros leitores, Vivam com arte e mestria a maior obra-prima que um dia vos foi concedida, em estado bruto para ser trabalhada consoante o vosso sentir: a vossa Vida!


Ricardo Fonseca

Facebook: Ricardo Fonseca – Escritor

www.semearemocoes.com

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