Na Margem do Rio Piedra, Eu Sentei e Chorei

Olá, meus amigos, cá nos encontramos para mais uma rubrica. Desta vez, decidi trazer-vos mais um livro de Paulo Coelho. O escolhido foi Na Margem do Rio Piedra, Eu Sentei e Chorei. Este foi, talvez, dos melhores livros que ele escreveu, na minha humilde opinião.

Este livro é uma verdadeira lição de vida, em que a fé marca presença. É um magistroso relato contado pela pena de Paulo Coelho. Quem conhece a escrita de Paulo Coelho, sabe que a espiritualidade e a fé andam sempre de mãos dadas.

Fala-nos de uma história de amor que foge aos cânones, revivida por dois namorados que foram separados pelo destino e onze anos depois voltam-se a reencontrar.

Ela, uma mulher a quem a vida ensinou a ser forte e a não demonstrar os seus sentimentos. Ele, um homem capaz de fazer milagres, que procura na religião uma solução para os seus conflitos. Apesar do afastamento físico, eles nunca perderam o contacto, comunicando-se, com alguma regularidade, através de carta. Na última carta que ela recebeu dele, ele diz-lhe que se encontra em Madrid, para dar uma palestra e que fazia questão de ter a presença dela. Pilar não pensou duas vezes e decidiu ir ter com ele, porque tinha saudades dele e queria torná-lo a ver, ouvi-lo, conversar e relembrar dos seus tempos de infância. Quando, finalmente, se reencontraram, houve um certo desconforto entre ambos. Mal sabia ela que esse desconforto era causado por um segredo dele, segredo esse que a iria surpreender.

A partir desse momento, toda a ação se desenrola. Ela acompanha-o na ida a várias palestras, apesar de ela saber que não o devia. Mas a curiosidade de conhecer o seu dom era maior do que ela.

Durante um jantar, eles acabam por se envolver. No dia seguinte, Pilar e o seu companheiro foram passear e durante esse passeio ele acaba por lhe contar o seu dom. Ele tinha um dom supremo, um dom que poucos tinham. Tinha o dom de curar os doentes e todos aqueles que dele precisassem. Ela, ao início, não quis acreditar. Contudo, e devido ao envolvimento carnal dos dois, ele decidira abdicar do seu Dom, pois achava que se continuasse a mantê-lo estaria a ofender quem lhe tinha dado, ou seja, Deus.

Pilar ficou muito chateada com ele e foi-se embora, pois sabia que ele estava a deixar de ajudar muitas pessoas, apesar de ele lhe ter dito que esse dom não se desperdiçaria, porque poderia ir para outras pessoas. Depois de Pilar ter saído de ao pé dele, foi para a margem do Rio Piedra, aí sentou-se e chorou. A emoção foi tanta que acabou por adormecer. Quando acordou, viu uma mulher que lhe disse que ela quase morrera por ter dormido ao relento. A mulher decide abrigá-la e Pilar, como em jeito de agradecimento, conta o que lhe aconteceu.

Comovida com a história de Pilar, a mulher conta-lhe a lenda do Rio Piedra. Reza a lenda, que este rio tinha a capacidade de transformar em pedra tudo o que lhe fosse atirado.  Curiosa, Pilar pediu que lhe levasse lá.  Junto da margem, a mulher entregou papel e lápis e pediu à Pilar que escrevesse tudo o que estava a sentir, ou seja, que retirasse tudo da sua alma e colocasse no papel e que o deitasse ao rio, para que este transformasse o papel em pedra.

Pilar chegou junto da margem e sentou-se a olhar para o rio. Começou então a chorar até que não houvesse mais lágrimas e, quando as suas lágrimas finalmente secaram, começou a escrever. Escreveu durante um dia, e outro, e mais outro.

Todas as manhãs ia para a margem do Rio Piedra. Numa dessas manhãs, o seu companheiro surge ao lado dela e senta-se. Pilar ignorou-o por uns instantes, mas a curiosidade falou mais alto e ela acabou por lhe perguntar por que não a tinha procurado. Foi então que ele lhe contou que nunca parou de a procurar e que tinha encontrado uma mulher que lhe tinha dito que uma mulher o esperava, junto da margem do rio Piedra. Foi nessa mesma margem que os amantes deram um beijo e juraram amor eterno.

Acabei por vos fazer um resumo mais detalhado, propositadamente, para que percebam o porquê de dizer que este livro ser ao mesmo tempo uma lição de vida e uma mensagem de fé, porque é sempre necessário correr riscos para que o inesperado aconteça e acreditar que é possível mudar aquilo que nos deixa infelizes.

Termino a rubrica de hoje com a frase que se encontra na contracapa do livro. Peço-vos que leiam e reflitam.

«Naquele minuto de beijo estavam anos de buscas, de desilusões, de sonhos impossíveis»

Até para a semana …

TCR

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