Escrever, Transformar & Ser Vol.2 Cap.XXIII

Ser livre é viver sem qualquer forma de submissão. É agir de acordo ou não com a nossa natureza, respeitando as normas e valores incutidos pela sociedade onde se está inserido.

O ser humano livre pode viver submisso de si mesmo, das suas ideias, pensamentos, emoções, desejos, sonhos e de toda uma complexidade de preconceitos e estereótipos que o prendem e não o deixam agir espontaneamente. 

O indivíduo quando dependente de si mesmo, de toda a sua rede psicológica, mental e emocional necessita de utilizar algumas ferramentas que lhe permitam libertar-se dos grilhões emocionais e que lhe possibilitem viver livre consigo e em si mesmo e consequentemente com os outros.

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A escrita surge assim, como uma forma de ser livre pois permite a cada um de nós expressar as nossas ideias, emoções e pensamentos! Permite-nos libertar dos preconceitos que interiorizamos em relação a nós mesmos e aos outros com quem nos envolvemos no dia-a-dia, pelo medo de não sermos aceites devido à forma como somos, pensamos e nos expressamos.

Podemos perguntar-nos: como podemos ter um pouco mais de liberdade através da escrita, se é somente o debitar de um conjunto de palavras que nos caracterizam, mas que são as mesmas que usamos no nosso discurso oral quando comunicamos com alguém?

Quando escrevemos seja sobre nós ou de uma forma distanciada de quem somos, estamos a dar asas aos nossos sonhos e desejos mais íntimos, a atribuir forma aos nossos pensamentos e a dar vida às nossas emoções, libertando a nossa essência e deixando fluir a energia que nos forma.

Escrever sobre as nossas emoções, permite-nos encarar aquilo que sentimos, a forma como o sentimos e por vezes, sem nos darmos conta, encontramos soluções para situações que julgamos impossíveis de terem qualquer solução.  

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Quantas vezes não nos deparamos connosco mesmos a pensar nos porquês de estarmos a viver determinadas situações sem sabermos como encontrar as respostas adequadas? Quantas vezes não nos sentimos presos pelos padrões das nossas vivências e pela forma como actuamos perante alguns momentos da nossa Vida?

Nestas alturas, muitas das vezes, permanecemos imóveis à espera que as soluções cheguem até nós e não tentámos descobrir o porquê da repetição desses padrões na nossa Vida e deixamo-nos ficar sem liberdade de escolha ou de actuação. 

Assim, quando escrevemos sobre nós e para nós mesmos ou para partilharmos com os outros estamos a desbravar caminhos de liberdade, estamos a possibilitar uma aprendizagem de Vida que nos permitirá atribuir um novo significado aos passos que firmamos na nossa jornada e assim reconstruir a nossa forma de estar, ser e pensar.

A liberdade que a escrita nos oferece é fundamental para o nosso autoconhecimento, pois deixamos de ficar limitados ou impossibilitados de sermos nós mesmos na expressão do que sentimos e de quem somos. 

Somos livres para perceber que o que sentimos nem sempre corresponde ao significado que lhe atribuímos e que quando nos expressamos através da escrita podemos mudar a nossa existência em simples detalhes. Ao depararmo-nos com a escrita da nossa realidade ganhamos uma consciência mais plena do nosso viver.

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A liberdade implica a nossa autenticidade em cada relação que estabelecemos, mas quantas vezes não estamos nós aprisionados em pequenos mundos interiores existentes no nosso Ser?

É preciso ter coragem para ser livre! É preciso entender as emoções que sentimos e do impacto que causam em nós e a forma como condicionam as nossas atitudes perante os Outros.

A escrita liberta-nos ao expressarmos várias vivências do nosso ser: o perdão de alguém que nos causou algum dano ou mesmo de nós mesmos por algo que cometemos; a expressão dos nossos Sonhos; a elaboração da lista dos nossos objectivos de Vida; a lista de gratidão, pelo que possuímos, pelo que recebemos, pelo que vivemos; o gritar da nossa dor aquando uma perda ou separação de algo ou alguém. 

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Quando nos expressamos de uma forma tão pessoal, tão intimista e sem medo de quaisquer juízos de valor, cortamos as amarras que entrelaçámos ao longo da nossa jornada, tornámo-nos finalmente livres de nós mesmos. Quando nos tornamos livres contribuímos consequentemente para a liberdade dos seres com quem nos relacionamos.

Ao escrever sobre nós mesmos, parafraseando as nossas emoções, sentimentos, pensamentos ganhamos uma maior consciência de nós mesmos, de quem somos, de qual o nosso propósito e assim conduz-nos para uma maior consciencialização dos Outros com que nos cruzamos na nossa Vida e permite-nos sermos um pouco mais Livres!

Utilizando a escrita para nos libertamos que tal, caro(a) leitor(a) experimentar esta ferramenta libertadora, escrevendo sobre uma situação que se encontre a viver neste momento e que seja causadora de inúmeras emoções, sensações? Escreva livremente, coloque por palavras aquilo que o seu Ser sente e medite sobre o que escreveu, sentindo cada palavra a ecoar no seu coração e assim, sentindo-se a libertar!


Ricardo Fonseca

Facebook: Ricardo Fonseca – Escritor

www.semearemocoes.com

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