SENTIR….Frustração

Cá estamos para voltarmos a Sentir. Sentir faz parte da vida, mas, por vezes, não nos permitimos sentir. Existia um poeta, que tinha vários heterónimos, de seu nome Fernando Pessoa, que tinha um heterónimo que queria sentir tudo, de todas as maneiras. E esta é a melhor descrição da nossa rubrica. Vamos Sentir?

Hoje trago-vos uma emoção não tão positiva, mas que está muito presente na nossa vida quotidiana. Hoje, vamos falar de Frustração e como podemos reduzir ou, até mesmo, eliminá-la. Contudo, é preciso compreendê-la.

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Sabias que a decepção é uma das principais causas da dor emocional? Talvez seja até uma das dores mais intensas, porque ela deriva das expectativas que depositamos nas pessoas nas quais confiamos, de quem gostamos e de quem esperamos lealdade, fidelidade e um tratamento mais justo. A Frustração é um estado emocional que acompanha a interrupção de um comportamento motivado, ou seja, é um estado psíquico que resulta do bloqueio da motivação provocada por qualquer barreira que impede de alcançar um projeto ou objetivo esperado.

Já as suas fontes podem ser internas ou externas. As fontes internas envolvem deficiências pessoais como falta de confiança ou medo de situações sociais que impedem uma pessoa de alcançar uma meta. Já as causas externas da frustração, envolvem condições fora do controlo da pessoa, tais como uma estrada bloqueada ou falta de dinheiro, por exemplo. Em termos de psicologia, o comportamento passivo-agressivo é um método de lidar com a frustração. Quando esta não funciona, outra “solução” comummente adotada é uma “regressão” (inconsciente, consciente ou simulada) a um comportamento infantil e mimado, geralmente visando comover ou sensibilizar terceiros, através de algum tipo de apelação emocional.

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Na psicologia, a frustração frequente é entendida como uma síndrome que apresenta diversos sintomas. Entretanto, a frustração é parte da vida de todas as pessoas e é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Enquanto estamos seguros, confortáveis dentro das experiências que já conhecemos, não aprendemos como lidar com as adversidades e superar os erros. A frustração, desde que somos bebês, é um incentivo para ações conscientes. Por exemplo, se uma criança entra em uma discussão com um colega durante uma conversa amigável, ficará frustrada pois o seu objetivo não era gerar sentimentos negativos para nenhum dos dois. Na próxima vez, entretanto, ela irá lembrar que precisa ter mais cuidado com as coisas que fala ou pensa, desenvolvendo mais empatia. Crianças que são protegidas constantemente de situações frustrantes acabam tendo maiores dificuldades na sua vida futura para superar os momentos em que as coisas não saem como o esperado. Não deixar que o filho caia e aprenda com os tombos acaba sendo prejudicial lá na frente.

Grande parte das pessoas, ao se sentirem frustradas, vão por um destes caminhos: fogem da situação que levou a frustração, ignorando os seus sentimentos e desistindo do que queriam, evitam situações parecidas no futuro por medo de se frustrar novamente, compensam as suas frustrações com comportamentos compensatórios que podem ser danosos para a tua mente e corpo ou deixam a frustração dominar as suas vidas até que fiquem sem nenhum poder de ação.Todas essas tentativas de eliminar a frustração são falhas, gerando consequências negativas para o futuro e podendo levar a doenças mentais e físicas graves. Entretanto, quando aceitamos a realidade dos factos, acreditamos na nossa capacidade de realização e agimos, a frustração é substituída pela força de resiliência.

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Para a física, resiliência é a propriedade dos corpos de retornarem a sua forma original depois de terem sido submetidos a alguma alteração. Aplicando a nós, seres resilientes é ser capaz de se recobrar ou de adaptar frente a situações adversas ou mudanças. Superar a frustração de algo que saiu errado, por consequência das nossas atitudes ou não, é praticar essa resiliência. Entender claramente as causas das nossas frustrações permite-nos determinar quais delas podem ser alteradas. A partir de ações individuais elas podem ser combatidas para reduzir o sentimento negativo. Para coisas mais pequenas como, por exemplo, a frustração de ter esquecido a chave de casa, essas causas podem ser mais claras.

Para questões mais profundas da nossa consciência, é preciso analisar cada sentimento frustrado do nosso dia-a-dia. Procurar e compreender as suas origens, de preferência com o acompanhamento de um psicólogo. Entender cada evento como uma oportunidade de mudança e uma hipótese para fazer diferente é um objetivo que se alcança com pequenos passos. Primeiro compreender as suas ações. Depois, agir para modificá-las em seu benefício, transformando o sentimento de frustração em motivação.

Encontra as situações da tua vida que geram frustração. Pergunta sempre para ti: Poderia resolver essa situação de forma diferente? Isso depende verdadeiramente das minhas ações? O que posso fazer para me sentir mais realizado em relação à isso? Se não houver nada que possas fazer, procure eliminar esse incómodo. Deixa de considerar aquilo como um problema.

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Faz com que as tuas frustrações trabalhem a teu favor. Faz com que elas te deixem mais forte para superar os desafios de forma criativa. Vence os obstáculos possíveis, entende os erros do caminho e aceita os que não dependem de ti.


Até daqui a Quinze dias

Francisco

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