BEM ME QUERES, MAL ME AMAS

Olá, a todos, e sejam bem vindos a mais uma rubrica. Hoje vou falar-vos de uma outra forma de amor que se chama amor platónico. Sejamos honestos! Quem nunca se “apaixonou” por um ator de Hollywood? Quem nunca se sentiu atraído por um colega da escola e/ou turma? Quem nunca se perdeu de amores por uma pessoa que encontrou, ao acaso, no metro? Podia nomear outras situações, mas acho que já perceberam onde quero chegar.

Na Idade Média, os trovadores, nas suas cantigas de amor, cantavam o amor platónico que sentiam pela sua «senhor», jovem dama ou donzela nobre, cuja entidade tinha que permanecer no silêncio dos deuses. Achavam-na a melhor das melhores e estavam dispostos a morrerem por ela. Contudo, por vezes, sentiam-se magoados quando estas não os correspondiam do mesmo modo. Mas, sendo um amor platónico, como é que elas poderiam saber isso?

Por vezes, ficamos magoados quando nos apaixonamos por alguém e esse alguém não nos corresponde do mesmo modo. Para já, temos de ter em mente que todos temos o nosso próprio jeito de amar, porque somos seres muito diferentes entre si. Posso apaixonar-me por alguém que nem sequer sabe que existo. Posso apaixonar-me e ter medo de mostrar os meus sentimentos. O amor é um pau de dois bicos! Não é fácil falar dele nem o manifestar.

O amor platónico é uma forma de amor que existe desde há muitos séculos a esta parte e que continuará a existir, pois este, provavelmente, é uma das formas mais puras de amar alguém. É um amor sem julgamentos, é um amor espiritual e não carnal. Contudo, pode ser um amor ilusório, por não ser correspondido, e gerar comportamentos obsessivos por parte do amador.

Sempre que te sentires sob a influência de um amor platónico tenta questionar-te sobre se será mesmo platónico. Poderá ser real, mas parece-te platónico, devido ao facto de não o conseguires verbalizar. Senta-te, faz uma introspeção e analisa o momento. Se sentires que é amor real, avança sem medo. Se sentires que é ilusório, mantém-te nessa ilusão, mas de modo saudável. É bom amarmos às escondidas, porque nos permite experienciar um tipo de amor diferente do habitual. Um tipo de amor mais verdadeiro e mais intenso, onde tudo é possível!

Até daqui a quinze dias!

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