Hora da Conversa com… Luiza

OteuBemEstar: Olá! Espero que estejas bem. Hoje é dia de conversarmos um pouco sobre ti! Vamos começar? A primeira pergunta que eu tenho para ti é, neste momento, como te descreves, ou seja, “Quem és tu?”

Luiza: Olá, muito prazer, sou a Luiza, brasileira, 29 anos e sou Astróloga. Sagitariana com Ascendente em Aquário, sou então uma pessoa bem animada, sincera, espontânea, prefiro calor do que frio, chá do que café, e quando era pequena meu sonho era ser veterinária (Imagina! As voltas que o mundo dá!)

OteuBemEstar: Conta-me como foi a tua infância?

Luiza:  A minha infância? Eu sou a filha mais velha, tenho mais um irmão, 4 anos mais novo, e meus pais moravam juntos. Foi uma infância tradicional por assim dizer, pai e mãe presentes, mãe trabalhando fora, pai cuidando da gente, mas tudo bem nos conformes. Éramos uma família bem próxima e unida, tivemos nossos problemas, mas meus pais nunca deixaram transparecer muito pra gente. Morávamos em uma casa, então fui uma criança de brincar de bola na rua, bicicleta, de ter amigos pela vizinhança. Olhando para trás foi uma infância bem aproveitada, traz uma boa nostalgia.

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OteuBemEstar: O que mudarias na tua infância?

Luiza: Da infância não mudaria muita coisa, o que eu mudaria seria mais a adolescência. Bem, na fase de transição da infância pra adolescência, meu pai ficou muito doente, descobrimos um câncer avançado e então foram 2 anos de tratamentos. Foram anos difíceis que demandaram muito da gente, principalmente de mim e do meu irmão, que ainda era uma criança, no final, meu pai acabou falecendo e com isso mudou bastante a dinâmica da casa e da nossa família. O que eu mudaria, seriam as minhas atitudes pós falecimento, deveria ter dado mais atenção e suporte para o meu irmão e pra minha mãe, mas na época estava tudo tão confuso que não tive como.

OteuBemEstar: O que dirias hoje à tua criança interior?

Luiza: Acho que justamente por ter tido essa situação da doença grave quando eu era muito nova eu desenvolvi um senso de responsabilidade desproporcional para a idade que eu tinha, e com isso eu sempre tenho que me policiar pra não me culpar ou me responsabilizar por tudo o que acontece próximo de mim. Então volte e meia eu tenho que parar, respirar fundo e “calma, não foi culpa sua, você fez o melhor que pode com as condições que tinha”. E isso pra tudo: desde problemas no trabalho até discussões com amigos, sempre puxo os problemas para mim e me sinto na obrigação de resolve-los.


OteuBemEstar: Quando é que descobriste o teu “Dom”?

Luiza: Acho válido estar entre aspas a palavra, por que não é bem um dom, pelo menos no meu caso, são mais habilidades desenvolvidas. Eu trabalho com astrologia e ilustração, faço a interpretação dos mapas e a partir disso eu faço uma ilustração baseada nas características mais marcantes presentes no mapa astral. Então vou separar em dois: a parte da ilustração e a parte da astrologia. A ilustração eu comecei desde pequena, já na escola me interessei e meus pais viram que ali tinha um potencial e foi algo que fui desenvolvendo ao longo dos anos. Na faculdade intensifiquei os estudos e os cursos voltados para essa área. E justamente em um curso de ilustração que eu acabei viajando para o Porto, passei um ano estudando ilustração, e nesse ano eu voltei a me interessar por astrologia. Comecei a estudar em paralelo e vi que muitas questões da minha vida se justificavam pelos trânsitos planetários e isso me trouxe uma certa calma e compreensão. Com isso eu pensei “preciso divulgar isso pro mundo”! Eu que já era a loca dos astros agora então! Foi quando eu comecei a ler mapas para amigos com a ideia de ajuda-los a ter essa compreensão e ver se acalmava eles também. E um mapa foi puxando outro e hoje estamos trabalhando direto com isso. 

OteuBemEstar: Qual foi o motivo de o desenvolveres?

Luiza: Eu acabei me aprofundando mais em astrologia justamente para esclarecer as minhas questões pessoais. E como eu estava fascinada não parava de falar disso e das minhas descobertas para os meus amigos, que também se interessaram em saber mais sobre eles, compreender então questões de trabalho ou então seus comportamentos. A cada novo mapa que eu lia acabava compreendendo uma configuração a mais, um aspecto novo, então acabei desenvolvendo a minha capacidade de interpretação por puro hobbie. Só depois que eu pensei em atender pessoas desconhecidas. Como o mapa fala de coisas muito íntimas da pessoa, eu não me sentia confiante nem confortável de ler o mapa de um desconhecido, era como se tivesse invadindo ele. Demorou mais um bom tempo para conseguir superar isso e começar a atender profissionalmente

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OteuBemEstar: Qual é a terapia com que te mais identificas?

Luiza: Apesar de já ter experimentado outras terapias holísticas (constelação familiar por exemplo, florais, reiki…), eu ainda sou fã da boa e velha psicologia, inclusive faço a anos. A própria interpretação de mapa que eu faço tem um viés psicológico, e eu acredito muito como a terapia tradicional e a astrologia complementam um ao outro. ​

OteuBemEstar: Quais são os teus objetivos quando usas essa Terapia?

Luiza: Originalmente eu comecei a fazer terapia para compreender melhor minhas inconstâncias de humor, cheguei a achar que pudesse ser algo como bipolaridade, mas no final descobrimos que não era nada disso. Posteriormente (quando eu já estava estudando astrologia) vimos que o que trabalhávamos em terapia já era apontado no meu mapa. Hoje sigo na terapia e acompanho os movimentos astrológicos para conseguir lidar melhor com eles.

OteuBemEstar: Deixaste de fazer algo para desenvolveres essa terapia?

Luiza: Acredito que não, não tive que fazer sacrifícios, por assim dizer.

OteuBemEstar: Tens alguma expetativa ou planos futuros para divulgar esta terapia?

Luiza:  Eu tenho planos para daqui uns anos de fazer uma faculdade de psicologia e atender não somente com leitura de mapa mas também com atendimento psicológico. Alguns clientes procuram a leitura do mapa para tentar compreender questões mais profundas, por mais que o mapa indique o caminho e a forma de conseguir lidar com essas questões, sinto falta de fazer e acompanhar esse processo, entende? Acredito que sendo também uma psicóloga eu possa ajudar mais as pessoas nesse percurso.

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OteuBemEstar: Completa a frase “Eu não vou Morrer Sem….”

Luiza: Olha, essa eu não saberia responder por que nesse momento em que eu estou da vida eu me sinto bem realizada. Claro que tenho planos, sempre temos outros planos, outros sonhos, mas atualmente se eu morresse agora eu ficaria com a sensação de “dever cumprido”, sabe?  Então acho que poderia ser “Eu não vou morrer sem me sentir realizada”.

OteuBemEstar: Completa a frase “Quando eu morrer..”

Luiza: “Quando eu morrer não quero ninguém triste! Quero uma festa cheia de doces e bebidas boas inclusive!” Claro que será um momento de tristeza e pesaroso, mas mesmo assim na medida do possível iria querer as pessoas comendo comidas gostosas, bebendo, contando histórias engraçadas que viveram comigo.

OteuBemEstar: A morte Assusta-te?

Luiza: Não, de certa forma ela me encanta. Acho que por ter tido uma experiência com ela muito cedo eu vejo a morte mais como uma mãe acolhedora do que algo pra se ter medo ou querer fugir. É nos braços dessa mãe que encontramos descanso, afago, tranquilidade, descanso, compreensão. A morte trata todos iguais, ela é justa, serena e tranquila.

OteuBemEstar: Acreditas na vida para além da Morte?

Luiza: Sim sim, acho que pela família da onde eu venho nem teria muito como não acreditar. Meu pai era médium, então frequentei terreiros de Candomblé e posteriormente mesas brancas Espíritas, então eu cresci com um contato direto com questões espirituais. Desde pequena via meu pai psicografando ou incorporando e depois de mais velha tive minhas próprias experiências para retificar a minha crença na vida pós-morte.

OteuBemEstar: Um momento marcante na tua vida?

Luiza: Um dos mais marcantes foi a morte do meu pai. Mas no geral eu tenho o hábito que “tirar fotos mentais” de momentos, e geralmente são momentos sem nada demais. Por exemplo: uma dessas “fotos”, sou eu no carro com a minha mãe, ela estava dirigindo e nem lembro o que estávamos falando, mas bateu um vento forte e da árvore que estava do nosso lado caíram várias flores brancas em cima da gente enquanto passávamos. Aquela cena das flores caindo eu achei tão linda que guardei. Mas ela não tem um significado específico. Tirando essa cena tenho várias outras.

OteuBemEstar: Qual foi o momento mais surpreendente que viveste?

Luiza: Mais surpreendente? Não teve nada muito marcante no sentido de ser fantástico sabe? Os momentos mais surpreendentes foram miudezas no dia a dia, pequenos “eurecas!”. Por exemplo quando fiz meu primeiro atendimento profissional. Não foi algo fantástico, mas quando terminou eu pensei “Caramba! Consegui!” e a partir dali eu vi que não era só fantasia, dava mesmo pra atender e seguir por esse caminho.

OteuBemEstar: Se pudesses visitar qualquer lugar no mundo, onde ias e porquê?

Luiza: Um dos meus sonhos é viajar em datas especiais nos seus lugares de origem. Por exemplo: passar o ano novo chines na China, ir para o festival de cores na India, passar o dia dos mortos no México…passar um carnaval no Rio de Janeiro (que apesar de ser brasileira ainda não tive essa experiência).

OteuBemEstar: Vamos agora jogar a um Jogo que é o “Se eu fosse…” e tu irás apenas responder o que eras e justificar. Pode ser?

Luiza: Sim, pode ser. Vamos lá a isso.

OteuBemEstar: Se eu fosse um cristal…

Luiza: Atualmente, uma Calcita Azul. A Calcita azul ela tem me passado uma paz e uma tranquilidade que tem me salvado diariamente. Então se eu fosse um cristal seria ela, pra passar essa tranquilidade para os outros.

OteuBemEstar: Se eu fosse uma cor …

Luiza: Azul Del Rey, minha cor favorita da vida.

OteuBemEstar: Se eu fosse um animal…

Luiza: Dragão, sem nem pensar duas vezes.

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OteuBemEstar: Se eu fosse uma estação do ano…

Luiza: Verão. Nossa sou outra pessoa no verão, mais solta, mais alegre, mais saudável, mais animada! O inverno me incomoda muito, fico mais ranzinza, é gritante a diferença.​

OteuBemEstar: Se eu fosse uma música…

Luiza: Não sou muito de escutar música, posso passar semanas sem ouvir música na real. Mas geralmente as músicas da Florence eu amo muito! Drumming song, Delilah…

OteuBemEstar: Se eu fosse uma frase…

Luiza :”Na morte, no silencio e no escuro somos todos iguais”. Ela não tem autor grande, é uma frase minha mesmo. Eu pensei nela em um momento muito difícil, está longe de ser uma frase motivacional mas gosto da sensação de acolhimento que ela me traz.​

OteuBemEstar: Se eu fosse um livro …

Luiza: Vixi, não sou muito dos livros de história, eu leio mais livros técnicos/teóricos. Então, fica aqui um autor: Dane Rudhyar

OteuBemEstar: Se eu fosse um filme …

Luiza: Um filme que me marcou muito quando era criança foi Coração de Dragão, 1996

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OteuBemEstar: Vamos continuar e estamos quase a finalizar a nossa conversa. Conta-me qual é a tua maior qualidade?

Luiza: Atualmente acho que é a persistência. Antigamente eu diria sinceridade, não que eu tenha deixado de ser sincera, mas acho que essa minha parte determinada e persistente é algo que tem me chamado mais atenção. Nem eu mesma sabia que era assim

OteuBemEstar: O que é mais gratificante para ti: Ajudar ou Ser ajudado?

Luiza: Eu gosto muito de ajudar os outros, das coisas mais bobinhas do dia a dia até as mais sérias. Sobre receber ajuda, é algo que eu tenho que trabalhar ainda, meus amigos próximos me dizem que eu não costumo pedir ou aceitar ajuda.​

OteuBemEstar: Qual é o teu Lema de vida e porquê?

Luiza: Ah eu já tive vários! Variando da época da vida em que estou. Hoje eu to na base do “Vida que segue”. As vezes conseguimos o que queremos, outras vezes não, independentemente… Vida que segue

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OteuBemEstar: Que conselho darias às pessoas que te consultam e a todas as pessoas no geral?

Luiza: O que eu mais digo nas consultas é: seja mais gentil consigo mesmo. Sejam por questões de autoestima, de trabalho, de cobranças familiares ou sociais, eu sempre digo “sejam mais gentis consigo mesmo”, não que vá resolver os problemas, mas aliviando a pressão, culpa e responsabilidades, que as vezes nem são nossas, nos sentimos melhor.

OteuBemEstar: O que tens a dizer sobre a Positividade?

Luiza: Acho necessária, porém perigosa. Acho necessário mantermos nossos pensamentos positivos, visualizar, projetar boas situações, confiar no encaminhando natural das coisas da melhor forma possível. Porém eu fico com um pé atrás, por que também já vi gente só “jogando pro universo”, e pensando positivo, porém não fazendo nada que está ao alcance delas para efetivamente coisas boas acontecerem pra elas entende? No geral apoio as pessoas a serem mais otimistas e esperançosas, mas sempre faço uma salva guarda delas fazerem a parte delas também.​

OteuBemEstar: Defendes a Teoria popular do “Querer é poder”? Porquê?

Luiza: Não. Eu inclusive já usei “querer é poder” como lemaem um determinado momento da minha vida. Mas eu percebi que isso é mentiroso de certa forma. Por que entre o querer e o poder há tantas variáveis, seja elas econômicas, sociais, familiares… E você dizendo que querer é poder você diz que a pessoa só não alcança o que deseja por “falta de empenho” o que nem sempre é verdade (na real na maioria das vezes não é real). Pra mim o “querer é poder” segue a mesma linha ilusória da meritocracia.

OteuBemEstar: Por fim, chegamos à tua ultima pergunta. Achas que com esta conversa conseguimos conhecer mais um pouco de ti e do teu mundo?

Luiza: Acho que sim! Espero ter trazido um pouco das minhas ideias e de quem eu sou de uma forma clara e um pouco descontraída. Por mais que tenha sido breve espero também ter ajudado a somar experiências para vocês! São essas trocas que vão nos enriquecendo como pessoas e como terapeutas.

OteuBemEstar: Obrigado por teres estado aqui “À conversa” comigo!

Luiza: Obrigada vocês pela oportunidade! Foi realmente uma grata surpresa poder participar desse espaço e dessa entrevista! Aproveito aqui para convidar a todos a conhecer o meu trabalho de astróloga ilustradora: @desenhado.nos.astros (instagram). Caso queiram entrar em contato para conversarmos mais sobre astrologia sintam-se a vontade para virem tirar dúvidas ou só jogar uma conversa fora. Agradeço mais uma vez ao Francisco que tão gentilmente me cedeu esse espaço. Muito obrigada por tudo!

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