Verónica Decide Morrer!

Olá, meus amigos, sejam bem-vindos a mais uma rubrica. O livro escolhido para hoje foi Verónica Decide Morrer, de Paulo Coelho. Este livro, para além de abordar uma temática complicada (o suicídio), é talvez o único livro de Paulo Coelho que foi adaptado ao grande ecrã.

O livro conta a história de uma jovem eslovena de 24 anos, chamada Verónica que decide se suicidar, uma vez que deixou de ter motivos para viver. Se nos focarmos na sua tenra idade, chegamos à conclusão que é uma tremenda estupidez esta decisão, mas quando conhecemos o seus motivos, rapidamente vemos o porquê: o seu interior estava perdido!

Cansada da vida sem sentido que leva, a jovem prepara com cuidado a sua partida desse mundo. Aluga um quarto e começa a reunir os remédios necessários para seu suicídio. O que Verónica não contava é que o seu plano desse errado e quando acordou viu-se internada numa clínica psiquiátrica, pois tinha sido” salva” por umas freiras que a encontraram inconsciente.

A partir de então, juntamente com Verónica, descobrimos o que realmente acontece diariamente numa clínica psiquiátrica.

Não dá para negar que este livro  possui uma temática pesada e que pode servir de gatilho para aqueles que já tenham passado por situações similares aos personagens do livro. Todavia, a narrativa de Paulo Coelho consegue ser delicada e sensível na medida certa, tratando todos os temas intensos como só ele consegue. O autor recorre à sua própria experiência de vida para contextualizar este enredo, visto que Paulo esteve internado em clínicas psiquiátricas durante a sua juventude. Assim, como acontece com um de seus personagens em Verónica Decide Morrer, Paulo foi internado pelos pais. Isto levou-o a perceber que ser uma pessoa diferente e tentar ser igual aos outros é que a verdadeira doença.

Enquanto Verónica se recupera da tentativa de suicídio, acaba por descobrir que sua saúde ficou extremamente debilitada devido à ingestão dos comprimidos e que só lhe resta uma semana de vida. Ao se deparar com essa informação, Verónica apercebe-se que tem de esperar por uma morte eminente por oposição aos sentimentos que começa a (re)descobrir durante a sua estadia na clínica psiquiátrica. Num primeiro momento, Verónica mantém-se firme em relação à sua decisão de morrer e procura não desenvolver laços afetivos com os outros internos, mas essa resolução cai por terra quando ela começa a ouvir as histórias de alguns dos seus companheiros, chegando mesmo a aprender algo novo sobre a vida com as pessoas que ela julgava não serem capazes de muita coisa.

Embora o enredo do livro seja deveras interessante, cada pessoa consegue tirar uma mensagem diferente durante a leitura do mesmo. Isto porque Paulo Coelho não aprofunda as questões relacionadas diretamente com as doenças e os tratamentos utilizados. O autor procura abordar por prisma mais leve, ao ponto de conseguimos verificar que Coelho utiliza esta personagem para nos lembrar de que vale a pena viver a vida e que de louco, todos temos um pouco.

Termino a rubrica de hoje com a seguinte citação

“Quanto mais felizes as pessoas podem ser, mais infelizes ficam.”

Até daqui a quinze dias!

TCR

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