SENTIR….Deceção

Cá estamos para voltarmos a Sentir. Sentir faz parte da vida, mas, por vezes, não nos permitimos sentir. Existia um poeta, que tinha vários heterónimos, de seu nome Fernando Pessoa, que tinha um heterónimo que queria sentir tudo, de todas as maneiras. E esta é a melhor descrição da nossa rubrica. Vamos Sentir?

Hoje trago-vos uma emoção não tão positiva, mas que está muito presente na nossa vida quotidiana. Hoje, vamos falar de Deceção e como podemos reduzir ou, até mesmo, eliminá-la, mas a cima de tudo compreendê-la.

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Sabias que a decepção é uma das principais causas da dor emocional? Talvez seja uma das dores mais intensas, porque ela deriva das expetativas que depositamos nas pessoas nas quais confiamos, de quem gostamos e de quem esperamos lealdade, fidelidade e um tratamento justo.

A deceção pode levar a um estado de inconformismo tão grande que podes passar anos da tua vida obcecado em encontrar razões pelas quais foste traída pelos teus sentimentos mais sinceros. Queres a qualquer custo entender por que alguém em quem depositavas tanta confiança acabou por agir de maneira a destruí-la. E toda uma história de bem-querer fica comprometida, dando lugar a um sentimento grave de injustiça. É como se algo morresse dentro de ti.

Todos nós já passamos por algumas deceções nesta vida, quer seja por parte dos nossos parentes, familiares, amigos, colegas de trabalho, quer seja por figuras públicas ou políticas. A deceção existe sempre em função da expetativa que criamos em torno de alguém ou de uma entidade. Nem sempre percebemos conscientemente que criamos expetativas; o que ocorre é que esperamos do outro a mesma atitude que acreditamos que teríamos se estivéssemos no lugar dele.

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Quando a deceção, podemos fazer inúmeras coisas, mas se te deixares levar pela dor que acompanha esse sentimento acabas por gerar ainda mais dor. Todas as atitudes que tomares no calor de uma emoção contundente geralmente acaba em arrependimento. Quem dá um mergulho na raiva ou na mágoa está a transformar a dor em sofrimento. Quem deixa a revolta dizer que o outro “merece” experimentar a mesma dor que causou, pode deixar-se levar por uma atitude de vingança e não se dá conta de que se acaba igualando ao seu agressor.

O que tens de fazer é uma autocrítica, não escolhemos ficar na posição de vítima passiva e, ao mesmo tempo, podemos nos certificar de que não absorveremos uma culpa que não nos cabe. Quando estamos diante de um episódio que causa deceção, temos tendência a ficarmos tomados por mil perguntas sem respostas e por vários sentimentos desencontrados. O melhor é não fazermos absolutamente nada até que o primeiro impacto seja absorvido. Mais calmos, podemos começar a olhar para nós mesmos, tirando o foco da pessoa que nos dececionou.

Existem inúmeras maneiras para superar uma deceção e por isso vou deixar-te aqui dois exemplos. Uma das alternativas para apaziguar o coração, embora nem sempre todas elas sejam possíveis de se concretizar, é a de conversar com a pessoa que te dececionou e se entenderes que vale a pena resgatar essa relação, faz isso quando sentires serenidade suficiente.

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É o teu direito perguntar ao outro pelas razões da sua atitude, é saudável revelar os sentimentos. Mas se criares expetativas de um desfecho maravilhoso, correrás o risco de te dececionares de novo.

A outra alternativa, se preferires, é a de escreveres sobre o que sentes. Mas lê e relê o teu e-mail ou a tua mensagem. Isso também te dará oportunidade de rever os teus sentimentos e razões que te movem. É um exercício de autoconhecimento. Da mesma forma, não esperes por uma resposta nem por pedidos de desculpa. Afinal, o teu objetivo deve ser apenas revelar o impacto que o episódio teve em ti.


Até daqui a Quinze dias

Francisco

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