Bloco de Notas

O Natal e as prendas

Estamos quase a chegar ao Natal o que faz com muitas pessoas já tenham entrado no espírito natalício, da forma que melhor lhes convém. Já é Natal para muitas pessoas, mas para outras tantas, é uma época que este ano não devia ser calendarizada, condicionada pelo contexto socioeconómico atual.

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Esta ideia surge associada à diminuição de rendimentos e do poder de compra e claro está começa a criar ansiedade a muitas pessoas pois este ano não poderão oferecer os presentes que queriam, não poderão comprar tudo aquilo que sonhavam. O Natal, tornou-se assim uma época de pouca felicidade.

Caros amigos, deixem que lhes diga que a felicidade não vem numa prenda, apesar de que o ato de receber e dar algo pode proporcionar felicidade. Quando oferecemos e recebemos um presente sentimo-nos mais felizes, porém não é muitas vezes pelo conteúdo que recebemos, mas sim pelo laço afetivo que temos com a pessoa que nos ofereceu ou recebeu algo.

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Tendo esta ideia como alicerce para a minha linha de pensamento, apraz-me dizer que mesmo com a diminuição dos recursos económicos, com a impossibilidade de comprar o que queremos, somos seres com grandes capacidades para proporcionar felicidade nesta época de Natal, sem que nos sintamos frustrados e tristes pela impossibilidade de oferecer algo.

O ato de oferecer, apesar de estar muito associado nesta época ao consumismo, não é exclusivo para os objetos, sendo que podemos partilhar sentimentos, emoções, situações e momentos que serão com toda a certeza uma mais-valia para o crescimento da nossa felicidade.

Se a vontade de oferecer algo for assim tão importante, há sempre inúmeras alternativas que podem ser escolhidas de modo a que não se criem correntes de emoções menos positivas numa época em que se enaltece o amor, a esperança, a união e a felicidade.

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Uma das estratégias de baixo custo que podemos utilizar nesta época quando pensarmos na nossa lista de presentes é a criação dos nossos presentes com o nosso cunho pessoal, que podemos personalizar ao gosto e visando a pessoa a quem vamos oferecer. Entre muitas sugestões possíveis, partilho algumas das minhas ideias para presentes de Natal: marcadores de livros, castiçais para velas feitos através de frascos de compota; compotas caseiras; telas; álbuns fotográficos; molduras para fotografias feitas com molas, madeira, conchas; bonecos de trapo; acessórios de bijuteria artesanais, entre outras tantas ideias.

O que conta é a intenção da oferta e não o seu conteúdo e o seu valor material. As emoções e os sentimentos não se medem e avaliam pelo tipo de oferta, mas sim pela partilha de um pouco de nós com os outros.

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Falando em jantares, muito usais nesta época, há sempre formas de contornar o nosso défice financeiro, escolhendo restaurantes mais baratos e em alternativa juntando os amigos em casa de alguém em que cada um dos participantes leva consigo alimentos para partilhar. Mesmo no caso das refeições em família, podemos adotar este sistema de partilha em que cada um é responsável por levar parte da ceia de Natal, sendo o maior presente que se pode oferecer.

A felicidade não vem numa prenda! É um presente que podemos oferecer a quem nos rodeia, fazendo ou não parte da nossa rede social, partilhando momentos de felicidade. 

Neste Natal, proporciona felicidade! Olha para dentro de ti, observa quem te rodeia e saberás como ser e fazer alguém feliz.


Ricardo Fonseca

Facebook: Ricardo Fonseca – Escritor

www.semearemocoes.com

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