O Regresso

Olá, meus queridos. como é que vão ? Parece impossível, mas já chegámos ao último mês de um ano que, decerto, não deixará saudades. O livro que hoje vos trago é o mais recente romance e Nicholas Sparks que se chama O Regresso.

Este livro conta-nos a história de Trevor Benson, jovem médico ortopedista que estava a trabalhar num hospital no Afeganistão quando subitamente foi atingido por um explosão, ficando com mazelas para toda a vida.

Trevor tinha sido criado pelo avô materno, uma vez que perdera o pais muito novo. Do avó materno, que se chamava Carl, aprendeu a extrair mel das colmeias e tudo o que havia para saber sobre abelhas. Nunca ele pensara que regressaria a New Bern, mas a noticia do falecimento do seu avô materno fê-lo regressar. O seu avô morrera em circunstâncias um pouco estranhas, visto que foi encontrado dentro do seu carro, com suspeitas de um AVC, e fora do estado da Carolina do Norte. Trevor estranhou o facto do seu avô, homem com uma idade tão avançada se ter metido à estrada e ter feito tantos quilómetros.

Trevor era o único herdeiro vivo e herda a casa do seu avô. Uma propriedade muito velha, contudo, cheia de memórias e de histórias que lhe relembram a sua infância. Mal ele sabia que este regresso iria marcar a sua vida para sempre.

As feridas que Trevor sofrera no Afeganistão deixaram marcas a vários níveis, nomeadamente a nível psicológico, a chamada perturbação do stress pós-traumática, ao ponto de Trevor andar a ser seguido por um psiquiatra, o Dr Bowen, um grande especialista da área. A influência do Dr Bowen foi tão positiva que o Trevor decidiu concorrer a uma Universidade de Baltimore para fazer uma especialização em psiquiatria.

Durante uns tempos, Trevor não sabia o que fazer com a casa que herdara. Enquanto andava pela propriedade, apareceu a sub-delegada Natalie Masterson, que estranhou ver as luzes acesas. Houvera uma noite que passara na propriedade, durante a sua ronda, e constatara que alguém tinha lá entrado à socapa. Pensara que desta vez também fosse esse o caso. Todavia, não é um ladrão que encontra, mas sim o atual proprietário.

Entre os dois dá-se logo um clique, mas o que Trevor não sabia é que Natalie tinha alguém no seu passado, mais concretamente um marido que tinha ficado em coma, após ter sofrido de um estirpe rara de meningite.

Para além de Natalie, havia algo mais que o intrigara. O que é que o seu avô fazia tão longe de casa? Foi então que Trevor decidiu solucionar este enigma. Após alguns avanços e recuos, Trevor consegue decifrá-lo. Na ponta do enigma Trevor encontra Callie, a jovem moça que trabalhava no café do Claude. Aliás, foi numa das conversas que tivera com Claude que descobrira que foi o avô que a apresentou Callie e lhe pediu que desse um trabalho.

Callie era uma jovem que fugira de casa devido a um episódio da sua infância. O seu irmão de quatro anos, Roger, morrera enquanto ela tomava conta dele, Distraíra-se ao telefone com uma amiga e quando foi vê-lo, encontrou-o sem vida. Callie nunca se perdoou e decidiu fugir de casa. O que Callie não sabia é que ia adoecer com uma estirpe rara de leucemia e que ia precisar de um transplante de um familiar próximo. Carl, avô de Trevor, apercebera-se disso e tentou ir procurar a família dela. Foi durante essa viagem, que era muito longa, sobretudo para um homem da sua idade, que sofreu o AVC. Trevor ainda conseguiu falar com o avô, No discurso meio atabalhoado do avô reteve algo coo “Karen está doente, procura família dela”. Mal Trevor sabia é que Karen era o verdadeiro nome de Callie. Feita a descoberta do nome verdadeiro e da família, Trevor conseguiu cumprir com aquilo que o seu avô se tinha proposto.

A ação retoma cinco anos depois, curiosamente no dia do casamento de Karen. Trevor formara-se em psiquiatria e regressara à Carolina do Norte para umas entrevistas de trabalho. Natalie também fora convidada para ir ao casamento, visto que ela o tinha ajudado a decifrar o enigma. Após a boda, os dois encontram-se e Natalie confidencia-lhe que o seu marido morrera.

Será que finalmente os dois podem viver a sua paixão, livremente?

A resposta fica por responder, mas dá a sensação que sim, porque o que tem de ser nosso, a nós virá.

O mundo gira sempre de um modo muito próprio e único. Por vezes, faz-nos voltar a sítios que pensávamos nunca mais regressar. O destino é algo que nos conduz sempre ao que tem de ser nosso. Deixem-se conduzir! Poderão encontrar o que realmente estão à procura!

Até daqui a quinze dias!

TCR

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