Durante a queda aprendi a voar

Olá, meus amigos, como vão? Hoje trago-vos o mais recente romance de Raul Minh’Alma que se chama Durante a queda aprendi a voar.

Mais uma vez, Raul escreve-nos uma narrativa que nos prende desde a primeira página até à última. Este livro conta-nos a história de Teresa, aluna de Direito, média classe e filha de pais divorciados. De um dia para o outro, a vida de Teresa muda. O seu pai, Fernando, foi diagnosticado com uma depressão. Teresa envolve-se no processo de tratamento desde o primeiro dia. Fernando está a ser seguido pela Dra Filomena que tem uma abordagem muito inovadora que passa pela construção de dinâmicas, ou seja, recriar situações ou momentos importantes para Fernando de modo a que este se torne mais otimista. Outra das metodologias de tratamento passa pela terapia de grupo, onde a Dra Filomena decidiu envolver Teresa , pois ela era uma ferramenta fundamental na recuperação do pai. Mal sabia Teresa que a sua vida estava prestes a mudar.

As últimas avaliações da faculdade não correm como o esperado e Teresa morre de medo de contar isso à sua mãe Clara, uma talentosíssima advogada que quer que a sua filha siga o mesmo percurso vitorioso que ela teve. Para além disso, Teresa começa a questionar-se se de facto está na profissão certa.

Certo dia, quando acompanhava Fernando a uma terapia de grupo conhece Duarte. Duarte era uma jovem que tinha um irmão chamado Guilherme que tinha um transtorno de personalidade, causado pela culpa que sentia pela morte dos seus próprios pais. Guilherme, quando era adolescente, gostava de tomar banho na banheira dos pais. Num desses banhos, esqueceu-se de confirmar se o esquentador ficara desligado e, por azar do destino, os pais que se tinham deixado dormir acabam por morrer por envenenamento por monóxido de carbono. Guilherme nunca mais fora o mesmo. Por incrível que pareça será Guilherme que ajudará Teresa a se encontrar.

Teresa e Duarte acabam-se por apaixonar, apesar dos contrastes de personalidade. Duarte, otimista por natureza, tenta ajudar Teresa a sair da sua zona de conforto. A luta com que Teresa se depara não é fácil, sobretudo devido à enorme pressão que a sua mãe exerce sobre si. Isso faz com que Teresa comece a ter visões, isto é, começa a ver situações na sua mente que parecem tão reais ao ponto de ela pensar que as mesmas poderão acontecer. Teresa fica num dilema – deve ajudar o pai a combater a sua depressão ou deve seguir o seu coração ?

De um modo inesperado, Raul transfigura toda esta história para nos mostrar que nunca estamos sozinhos. Por vezes, não vemos que certas atitudes nossas poderão ser a causa das más energias causadoras da depressão. Por vezes, a vontade de agradar a terceiros faz com que seguimos um caminho que não é o nosso e isso nos faça entrar em estados de ansiedade. Por vezes, temos de cair para podermos voar, livre de correntes e de amarras. Por mais que nos doa sair da zona de conforto, temos de o fazer. Ao fazermos isso, estamos a dar uma hipótese a nós mesmos de sermos felizes e de melhorarmos o que nos está a impedir de voar.

Se te sentes em baixo, não desanimes! E sobretudo não te escondas. Se tens dificuldade em falar com alguém, desabafa num caderno. Não guardes para ti o que sentes. Partilha isso com alguém, porque há sempre alguém que está disposto a nos ajudar, mesmo que nós não saibamos que estamos a precisar de ajuda, “porque mesmo que doa precisamos de seguir em frente.”

Até daqui a quinze dias!

TCR

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