Escrever, Transformar & Ser Vol.2 Cap.XII

O otimismo é a forma de encarar as situações de um modo positivo e esperando um desfecho favorável para as nossas vivências, mesmo quando são situações que parecem ser difíceis e cuja solução não se deslumbra no nosso horizonte pessoal. Nem sempre é fácil ver a vida com esta perspetiva otimista quando estamos mergulhados nos nossos desafios e obstáculos, onde o pessimismo é rei e senhor e faz com que todas as emoções menos positivas ganhem uma realce em detrimento das emoções positivas que possam sustentar a procura de soluções e a crença num desfecho favorável e benéfico para cada um dos nossos desafios.

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No que diz respeito ao papel a Escrita Terapêutica na gestão de emoções relacionadas com o otimismo na nossa Vida, podem ser realizados diversos exercícios que nos ajudem a enveredar por diversos processos reflexivos que sirvam de guia para a nossa caminhada e para nos tornarmos cada vez mais otimistas, sabendo e tendo consciência de que tudo o que é vivido em excesso não é saudável e que temos o direito e a necessidade de acolher o pessimismo que sentimos em diversas situações, pois esse acolhimento servirá de impulso para a procura do otimismo e o seu enaltecimento.

Assim podemos começar com a elaboração da Lista de Otimismo onde, em consciência, vamos enumerar quais são as situações, as relações, as vivências que alimentam o otimismo na nossa Vida, ou seja, o que nos faz acreditar nos desfechos favoráveis e que, de igual modo, serve de impulso para a nossa força em lutar pelo que queremos, sem estarmos presos no pessimismo que nos impede de encontrar as soluções pretendidas. Nessa lista podemos escrever o nome de tudo aquilo que aumenta a nossa confiança, a nossa crença na vitória, sejam situações, pessoas, momentos, objetos, tudo aquilo que nos faz sentir mais otimistas.

Ao mesmo tempo, para termos algo que nos ajude a refletir de um modo mais profundo, precisamos elaborar a nossa Lista de Pessimismo, ou seja, aquela lista onde vamos escrever tudo aquilo que nos faz sentir pessimistas e achar que não somos capazes de alcançar o que queremos, de realizar os nossos sonhos e nos impedem de levantar e lutar pelo que acreditamos, sendo que nesta lista podemos colocar, como na lista anterior, os nomes de pessoas, momentos, vivências, objetos e tudo o que alimenta o nosso pessimismo.

Ao compararmos estas duas listas, a do Otimismo e a do Pessimismo, podemos ver que muitas vezes há situações/vivências/pessoas que estão escritas nas duas listas e não é de todo errado ou impossível de acontecer, pois dependendo do momento que estamos a viver as mesmas situações podem alimentar ou o otimismo ou o pessimismo na nossa Vida e, por esse mesmo motivo, precisamos refletir o que temos a trabalhar em nós, compreendendo o porquê de isto acontecer e de influenciar o nosso sentir e viver. Ao comparar estas duas listas podemos escreve um texto em que respondemos a esta questão “O que estou a sentir ao ler estas duas listas? O que tem dominado mais a minha vida, o lado otimista ou pessimista?”, sendo que neste texto devemos escrever tudo o que estamos e como estamos a sentir, sem filtros, sem florear, sem rodeios, para que o processo reflexivo e terapêutico tenha mais enfase e surta maior efeito na nossa gestão emocional.

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Dependendo da resposta que foi escrita no texto referido anteriormente, podemos começar a pensar como podemos trabalhar aquilo que consideramos importante na nossa gestão emocional e outro exercício que podemos realizar é escrever outro texto em que respondemos à seguinte questão “Como posso ser mais otimista e enaltecer o otimismo na minha Vida?”, onde vamos escrever quais são as estratégias que vamos começar a utilizar para sermos mais otimistas, para vermos a vida de um modo mais positivo, acreditando que tudo irá correr bem, desde que, em consciência, nos permitamos viver e sentir as emoções no momento certo, acolhendo sempre cada particularidade do nosso sentir, que é sempre genuíno e especial.

O exercício referido em relação ao otimismo pode ser também desenvolvido para trabalharmos a questão do pessimismo na nossa Vida, escrevendo um texto onde respondemos à questão “Como posso diminuir o pessimismo na minha Vida? Que estratégias preciso adotar?”, sendo que neste texto vamos tentar compreender, ao escrever, porque nos deixamos dominar pelo pessimismo em diversas situações e nos permitimos influenciar, sendo que queremos o melhor para nós e que tudo nos corra de feição e por isso, este texto, vai ajudar a compreender as influências internas e externas na nossa forma de viver quer o otimismo quer o pessimismo na nossa vida.

Agora que elaborámos estes textos que servem de guia orientador para a nossa reflexão pessoal, podemos criar um novo texto que se chama Carta de Compromisso Otimista, uma carta onde vamos escrever o nosso compromisso em sermos mais otimistas, através das estratégias que encontrámos e escrevemos nos exercícios anteriores, enaltecendo que por vezes podemos sentir-nos pessimistas, mas servindo esse pessimismo como uma alavanca para alterarmos a nossa forma de sentir, pensar e agir para irmos de encontro ao que pretendemos, com o otimismo a reinar nos nossos passos.

Preparados para assumir o vosso compromisso otimista, para verem a vida com outros olhos e acreditarem que, mesmo nos momentos menos bons e menos positivos, podemos sempre encontrar algo bom para aprendermos e crescermos? Preparados para serem mais otimistas?

Bons exercícios de escrita e boas reflexões.


Ricardo Fonseca

Facebook: Ricardo Fonseca – Escritor

www.semearemocoes.com

Não caias no esquecimento …

Olá, meus amigos, hoje decidi trazer-vos uma frase que me foi sugerida por uma amiga. A frase escolhida para esta semana é “Um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém. Depois, nem isso”, de autor desconhecido.

Meus amigos, esta frase é clara como a água. Nos dias de hoje, agarramo-nos aos bens materiais, tais como telemóvel de última geração, roupas de marca, calçado de marca, entre outros. Damos prioridade a tudo o que é supérfluo e negligenciamos tudo o que é vital. Isto é o reflexo da sociedade consumista em que vivemos. Mas se pensarmos, será que vale a pena ter tudo quando efetivamente não temos nada? Deixem-me explicar …

Se quisermos ser alguém que valha a pena ser lembrado, temos de praticar o bem. Ao ritmo que as coisas evoluem, qualquer dia deixamos de ser recordados, passamos a ser uma mera lembrança. Sujeitamo-nos a transformámo-nos em pó e o vento leva o pó.

Foquem-se no que é importante, naquilo que vale a pena ter. Amem e deixem-se ser amados, sorriam mais, pratiquem o bem sem olhar a quem, abracem mais, ajudem por simples ato de ajudar.

Tentem perpetuar a imortalidade através das boas ações, se não um dia seremos apenas um retrato na estante de alguém. Depois, nem isso.

Até daqui a quinze dias …

TCR

As doze Leis da Vida

A terceira lei de Newton diz-nos o seguinte: “Para cada ação, há uma reação igual e oposta”. Mas isso não se refere apenas aos fenómenos físicos. De facto, a mesma coisa ocorre nas nossas vidas quotidianas. Quando pensamos, dizemos ou realizamos uma ação, colocamos na ação uma força que nos responderá exatamente da mesma maneira.. Vou partilhar as doze leis da vida que te podem ajudar a te tornares mais feliz e ser mais confiante.

  1. LEI: “CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS”
    • Tudo o que criamos neste universo voltará sempre para nós. Portanto, se queremos conhecer o amor, a verdadeira amizade e a felicidade, primeiro precisamos amar os que nos estão próximos- Ser um bom amigo e esforçarmos-nos para tornar os outros felizes.
  2. LEI “CRIAÇÃO”
    • A chave para uma vida interna harmoniosa é ser independente do mundo exterior. Para conseguir isso, precisas de ser tu mesmo e rodeares-te daquelas pessoas que amas e desejas ter na tua vida.
  3. LEI “APRESENTAÇÃO”
    • Não podemos mudar uma situação até que a aceitemos. E se tudo o que vemos em alguém é um inimigo, isso significa que ainda não estamos orientados a aceitar um modo de existência mais elevado.
  4. LEI “CRESCIMENTO “
    • A principal tarefa que temos neste mundo é mudar e crescer como indivíduos, e não necessariamente focar nas multidões de pessoas que encontraremos, mas que realmente nunca conheceremos nesta vida, ou ficar obcecado com o lugar onde vivemos e a tecnologia que usamos. A vida e o tempo que nos são dados é tudo o que temos.
  5. LEI “RESPONSABILIDADE”
    • A vida é como um espelho. Quando algo está errado, isso significa que há algo errado internamente também dentro de nós. Devemos, portanto, assumir a responsabilidade pela procura da culpa, entre outros.
  6. LEI “CONEXÃO”
    • Mesmo que o que façamos não tenha importância, é realmente importante fazê-lo, porque tudo neste mundo está inter-conectado. O primeiro passo não pode ser mais importante que o anterior e vice-versa.
  7. LEI “CONCENTRAÇÃO”
    • Não podes pensar em duas coisas ao mesmo tempo. Se estiveres a procurar por algo importante, não haverá espaço dentro de ti para raiva ou ganância. Por isso, foca-te no bom.
  8. LEI “ACEITAÇÃO”
    • Entendemos e aceitamos verdadeiramente apenas o que compreendemos na prática. Se acreditamos que algo é verdade, mas não estamos prontos para prová-lo, isso significa que só temos uma opinião e não um conhecimento.
  9. LEI DO “AQUI E AGORA”
    1. Desenterrar o passado e os sonhos obscuros sobre o futuro distrai-nos do que está a acontecer no presente. Modelos antigos de comportamento, assim como sonhos antigos, podem impedir o nosso caminho em direção a algo novo.
  10. LEI “MUDANÇA”
    • A história repetir-se-á até extrairmos dela as lições que podem mudar o nosso caminho. Não podes repetir as mesmas ações e esperar resultados diferentes.
  11. LEI “PACIÊNCIA E RECOMPENSA”
    • Qualquer recompensa exige muito esforço e a verdadeira alegria na vida vem do trabalho persistente no conhecimento. Mais cedo ou mais tarde, alcançaremos os nossos objetivos.
  12. LEI “SIGNIFICADO E INSPIRAÇÃO”
    • Recebemos apenas aquilo que merecemos. O verdadeiro valor de algo é igual à energia e força que gastamos a tentar obtê-lo. Mas somente quem gosta de dar aos outros é capaz de receber algo inspirador.

Ganhei uma nova vida quando te perdi

Meus queridos amigos, como foi a vossa semana? Espero que tenha sido serena e produtiva.

Hoje vou falar-vos do mais recente livro de Raúl Minh’Alma, que se chama Ganhei uma nova vida quando te perdi. Este livro saiu em novembro e foi comprado em regime de pré-venda, o que fez com que conseguisse um exemplar da primeira edição e autografado. É de valor, não concordam?

Posso dizer-vos que o último romance dele foi esclarecedor e revelador para mim. Aliás, foi com ele que iniciei a rubrica “Ler & Voar”, já lá vão uns meses.

Voltando ao nosso livro, este conta-nos a história de Alice que decide esquecer Gustavo, depois de este a ter magoado. Aconselhada pela sua psicóloga, decide procurar Artur, um homem sábio e misterioso, que têm um dom. Tem o dom de apagar temporariamente as memórias associadas a quem nos magoa. Deveras interessante, não acham? Quanto de nós nunca desejou tal coisa?

Quando Alice conheceu Artur, este não a quis ajudar logo de início, mas percebendo o seu desespero, decide então ajudá-la. Primeiramente, pede que ela reúna todos os itens que tem que lhe façam lembrar Gustavo. Ela assim o faz e vai ter com ele. Ele pede-lhe que se desfaça deles, o que ela o faz. A seguir, Artur explica-lhe no que consiste o seu dom, isto é, através da hipnose consegue “eliminar” todas as lembranças daquela pessoa. Para tal, ele usa uma ampulheta, pelo que este processo é revertível. Se ela inverter a ampulheta, todas as lembranças apagadas voltam ao ponto de partida. O que este processo permite é dar tempo à pessoa para que ela desenvolva mecanismos de auto-defesa para que aquela pessoa deixe de ser importante para ela. Contudo, e antes de iniciar o processo da hipnose, Artur alerta-a para as consequências daquela decisão, pois doravante tudo à sua volta se podia tornar numa pura ilusão. Mesmo ciente, ela decide continuar com o processo de hipnose. Terminado, Artur mostra-lhe uma foto de Gustavo, à qual ela mostra indiferença. A sua parte, em parte, estava feita.

Todavia, é importante referir, até mesmo para ajudar a contextualizar toda a história, que Artur era alfaiate de profissão. Alice quando foi ter com ele, foi ter à sua loja. Lá, conhece Rodrigo, o braço esquerdo e direito de Artur.

Escusado será dizer que Alice e Rodrigo começam a passar algum tempo juntos o que levará a que Alice se apaixone por ele. Contudo, a confusão instala-se, pois poderia não passar de uma mera ilusão, tal como Artur a advertira. Agora, Alice tem uma decisão para tomar: ou enfrenta o passado ou vive um novo amor que pode ser fruto de uma mera ilusão …

Alice decide, inicialmente, afastar-se de Rodrigo, pois tal como Artur aconselhara, a fase do esquecimento cria ilusões que poderão magoar não só a si como também a pessoa por quem se apaixonar, neste caso, em particular, Rodrigo. Este, ao aperceber-se de que ela se encontrava na fase do esquecimento, diz-lhe que se eles se aproximaram foi porque tinha de ser. Alice continua a “lutar” contra esta situação.

Outra coisa que percebemos do decorrer da ação é que Artur esconde um segredo, segredo esse que acutila a curiosidade de ambos. Logo, juntam-se, em missão para tentar desvendá-lo. Numas das saídas de Artur, eles decidem-no seguir e vão ter até uma casa de repouso. Após cogitarem um plano para lá entrar, apercebem-se que Artur visita a sua esposa, Adelaide, que se encontra num estado apático. Na mão, Adelaide segura uma fotografia velha, onde estão Artur, Adelaide e uma menina. Mais tarde, Alice conta a Artur o que fez e este explica que tiveram uma filha que faleceu de acidente de viação. Contudo, Artur não lhe explica o porquê de a esposa se encontrar naquele estado, dando-lhe a entender que o explicará mais tarde.

A aproximação entre Alice e Rodrigo é cada vez mais real e Alice toma a decisão de recuperar as lembranças apagadas por Artur, pois preferia viver algo real, por mais que lhe doesse, do que algo irreal.

Alice vira a ampulheta, inverte o seu nome e todas as lembranças submergem, ficando confusa e sem saber o que fazer.

Mais tarde, na sua cerimónia de finalista, profere o discurso final e começa a recordar-se de tudo o que viveu com Rodrigo, apercebendo-se que o ama verdadeiramente. Gustavo ainda tenta, mais uma vez, fazer estragos no coração de Alice, mas esta não deixa e mostra que aprendeu todos os ensinamentos de Artur.

Falando em Artur, falta desvendar o porquê de Adelaide estar naquele estado. A resposta é que era ela a condutora do carro onde Catarina, a filha deles, morreu. A morte desta levou-a a um estado de depressão. Alice ainda perguntou o porquê de não ter apagado as memórias delas, ao que ele respondeu que por mais que nos doa, não podemos apagar as alegrias que um filho nos dá. O mais curioso é que se descobre que também Rodrigo tivera as suas memórias apagadas, pois Rodrigo e Catarina eram namorados. O livro termina com a descoberta disso e da ampulheta com o nome de Rodrigo. Será que a vai inverter e reviver tudo o que esquecera?

Meus amigos, por mais que nos custe e nos doa, temos de passar por toda esta dor para que consigamos aprender a lição que, na minha opinião, se encontra inerente. Tudo na vida é uma aprendizagem. Também passei por algo semelhante. Também fiz o meu luto (demorou anos, mas finalmente fi-lo) e também cresci. Hoje em dia, sou uma pessoa mais forte, emocionalmente, e mais sábia do que era há sete anos.

Agora perguntam-me: Se soubesses que ias sofrer, tinhas avançado?

A resposta é sim, porque se esta dor não tivesse existido, não seria a pessoa que hoje sou…E porque na dor também há aprendizagens a reter. Mas se me fizessem esta pergunta há uns sete anos, não daria a mesma resposta, pois ainda me encontrava consumida pela dor. Só isso demonstra o quanto a dor nos faz evoluir!

Até para a semana …

TCR

Lua Nova em CARNEIRO: MEDO E SUPERAÇÃO

No próximo dia 24 de março de 2020 chegará uma Lua Nova em Carneiro que trará algumas restrições para todos nós. Será uma luminária desafiadora, programada para trazer doenças, pois ela forma um conjunto com Quíron. Este irá abrir as nossas feridas kármicas e também poderá criar novas feridas durante o resto mês de março. A pandemia do coronavírus está a criar o pânico e medo sem precedentes. A Lua Nova estará a alimentar ainda mais essa atmosfera de inibição. Mas devemos lembrar que Quíron é, de facto, um curador.

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Independentemente das feridas, trabalhará para nos trazer sabedoria que nos ajudará a curar. Isso espalhará empatia e compaixão, e nós, como comunidade, devemos explorar essa energia curativa. Segundo a Astrologia, a Lua Nova estará a quatro graus em Carneiro e apenas um grande planeta estará no seu aspecto. Haverá um impacto leve, porém positivo, do sextil da lua de Saturno.

Os nós lunares, juntamente com Lilith e Quíron, terão uma influência maior nesta Lua Nova. Os nós lunares estão associados ao karma, à família e a vidas passadas. Quíron está associado a mágicas, curas e feridas kármicas. A Lua Negra Lilith, o arquétipo da Deusa Negra, é considerada a contraparte feminina de Quíron, emitindo energias semelhantes.

Saturno com a Lua Nova de Carneiro oferecer-nos-á a perseverança necessária para sobreviver a esses tempos difíceis. Isso tornar-nos-á mais práticos e responsáveis. Apesar das dificuldades na comunidade, a presença de Saturno perto desta Lua permitir-nos-á concluir as tarefas difíceis que estão pendentes.

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Também há espaço para troca de conhecimento e sabedoria. Pede novos conselhos aos mais velhos e partilha o teu conhecimento com os mais jovens. As Feridas e a Cura de Quíron terão um grande impacto nesta Lua Nova. As nossas feridas, físicas e emocionais, agora vêm à superfície. Voltaremos a sofrer as nossas dores do passado, acompanhadas de uma renovada culpa pela dor que causamos aos outros. Uma nova perda ou ferida também pode surgir durante esse período.

À medida que experienciamos tudo isso, é importante expressarmo-nos. Aqueles com trauma na infância são propensos a reexperimentá-los, agora, principalmente se estiverem relacionados aos pais. Ao seremos mais sensíveis, com a nossa empatia a intensificar-se, vamos conectarmo-nos com as feridas dos nossos entes queridos e sentir a sua dor também. Alienação, rejeição, vitimização serão comuns durante este período, levando à autopiedade e à total perda de confiança.

Mas os mais agressivos entre nós podem tornar-se voláteis como uma reação a essa energia potente. Lembra-te de que se magoares os outros não os ajudarás a se curarem. Tenta explorar a energia de cura e nutrição de Quíron e da Lua Nova. Podes concentrares-te no Tarot, na astrologia e até na medicina para curares as tuas feridas, internas e externas. Presta atenção também aos teus pensamentos. Quíron, na sua manifestação mais alta, geralmente trabalha para curar-nos através dos nossos pensamentos.

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Precisamos de aceitar que o mundo inteiro está a passar por um momento difícil, dada a pandemia. A Lua Nova em Carneiro também nos traz novos desafios. Sejam as feridas de Quíron ou as de Lilith , estamos destinados a sentir dor e perda. Mas Quíron também nos pode ajudar a curar. Então, precisamos de nos concentrar nisso também. As quatro semanas após esta Lua Nova transportarão a energia desta Lua. Temos de nos concentrar em curar a nós mesmos e aos outros, apesar do sofrimento que experimentamos. A única coisa que precisamos de lembrar é que isto também passará!

Conselho da Semana

Olá, a todos, e sejam bem-vindos a mais uma semana! Hoje vou-vos falar de uma história para vos animar!

Como vocês já sabem, para muita gente o secundário é sempre aquela altura marcante para um adolescente que já se começa a querer afirmar como jovem adulto. Todos nós já passamos por isso, certo?

O meu secundário até foi bastante tranquilo e eu estava, sem razão, cheio de medo de começar. Foi a primeira vez que saia da minha zona de conforto, pois iria ter de mudar de escola. Então, sim, o terror era muito grande.

Nos primeiros dias, posso confessar que foi um caos, porque era, e ainda sou, uma pessoa muito introvertida. Só gosto de me dar a conhecer se essa vontade partir da outra pessoa. Por isso, digo que os meus primeiros dias foram entrar mudo e sair calado.

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Até que tudo muda, quando alguém, acidentalmente, troca o teu nome e chama-te de Tomás e aí és obrigado a responder. Nesse momento, senti que, os meus anjos, estavam a mexer os cordelinhos para eu ter alguma companhia. Sim, eu respondi e aproveitei a oportunidade para me dar a conhecer. Afinal só precisamos de cinco segundos de coragem, certo?

Posso confessar que, enquanto estou a escrever, relembro todas essas memórias com carinho, pois foram graças a elas que me dei a conhecer àquela que iria ser a turma que mais me marcou e apoiou. É incrível como ao início somos tão introvertidos e depois quebramos as barreiras e abrimos-nos ao mundo.

Terminando assim a minha pequena história, o meu conselho é “Não tenhas medo.”, ou então “Dá-te a conhecer”. Às vezes, estamos tão habituados a estar na nossa zona de conforto que sentimos que não precisamos de ninguém, mas a verdade é que necessitamos. E TU, se és o oposto de mim e és uma pessoa naturalmente comunicativa, dá o primeiro passo e se vires alguém com mais dificuldade em se integrar, dá também o primeiro passo.


Até ao Próximo conselho!

Francisco

UNICÓRNIOS: A Magia EXISTE

O unicórnio, que é provavelmente a criatura mais maravilhosa de todas as outras criaturas místicas, é o símbolo de milagres, magia, encantamento, inocência e pureza. Este animal encantador e mágico aparece raramente e é capaz de conceder milagres, sabedoria e magia às pessoas que têm os seus corações puros e as suas ações virtuosas.

Um som fraco e suave produzido pela a agitação de alguns pequenos sinos anuncia a presença do unicórnio. O som também pode ser produzido por pequenos carrilhões sussurrado por uma brisa. Como os sinos são os símbolos da presença da divindade, o som que anuncia a proximidade do unicórnio nos faz entender que estamos perto de uma essência espiritual, realmente alta, que tem um domínio ilimitado que abrange todo o espírito e todos os reinos.

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Matar um unicórnio significa destruir as encarnações divinas de perfeição, admiração e pureza. Seria uma ação que oneraria a pessoa que comete esse ato com uma enorme dívida cármica. Os unicórnios são retratados como cavalos brancos, com chifres longos, em forma de espiral, a sair do topo das suas cabeças. Os unicórnios contêm três símbolos principais: cor branca, o chifre e o cavalo.

O cavalo simboliza movimento e a viagem. Como os unicórnios são cavalos espirituais, eles podem viajar, o que significa que eles aparecem para onde ou quando quiserem. Eles são capazes de aparecer através de diferentes dimensões e domínios. A cor branca significa pureza, perfeição e inocência. O branco, que se dizia ser semelhante à cor prata quando se trata de simbolismo, representa os aspectos femininos e lunares de instinto, recetividade, virgindade e intuição.

A virgindade, no mais verdadeiro aspecto alquímico e metafísico, também representa o espírito e a mente imaculados. De facto, é a chamada matéria-prima ou matéria-pura e também a sabedoria ou o conhecimento primitivo. Por isso, a aparência de um unicórnio seria um presente divino e uma grande honra. No entanto, devemos lembrar-nos que as únicas pessoas que merecem um unicórnio aparecer à frente são aquelas com corações puros e ações virtuosas. Ao contrário de todo os outros animais com chifres, os unicórnios são uma criatura com um chifre, exceto o rinoceronte.

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Embora os animais com dois chifres estejam simbolicamente conectados aos reinos da matéria e da dualidade, o chifre único dos unicórnios lembra-nos que o seu reino único é o da unidade. Este é o reino que existe e transcende além dos limites da dualidade e da matéria. A buzina simples simboliza os ciclos repetidos e intermináveis. É até simbólico da espada. Como a espada é o símbolo da mente, o chifre do unicórnio também simboliza a pureza da razão e a unidade do pensamento.

O local de onde esse chifre sobressai é o local onde está localizado o chakra da coroa. Este chakra é a fronteira entre diferentes reinos. Representa até o nível mais alto possível que a mente é capaz de atingir, ou é também um portal espiritual, levando aos mais elevados reinos da consciência divina e da espiritualidade.

Quando retratados na floresta, os unicórnios representam encantamento e pureza, crescimento, renascimento, fertilidade, renovação e nascimento. Estas são todas as essências femininas. No entanto, quando unicórnios são retratados junto com um leão, eles são um símbolo da união de aspectos masculinos e femininos da natureza dupla das pessoas.

Como podemos ver, os unicórnios têm um simbolismo profundo, mágico e puro. Aqueles que forem contemplados pelo aparecimento de um unicórnio devem-se sentir verdadeiramente abençoados.